Categoria ‘Ameríndios’ Antropologia

21
Jan

Grupo de estudos “GRANDES AUTORES”: Encontrando PIERRE CLASTRES

O Núcleo de Etnologia Ameríndia da UFPel inicia seus estudos de grandes autores por uma série de encontros dedicada a alguns dos principais temas etnológicos, políticos e filosóficos da obra de Clastres. O grupo de estudos se propõe a ser uma breve introdução ao universo conceitual e interpretativo do autor. Por isso, os encontros são baseados em textos escolhidos de fácil acesso, todos já publicados em língua portuguesa.

Cada capítulo, artigo ou ensaio cuja leitura é proposta, será apresentado e debatido, em ambiente dialógico e aberto a testemunhos pessoais e outras reflexões, por vezes, com o auxílio de bibliografia complementar. Os três últimos encontros serão semanais, às quartas-feiras, entre 14 e 16 horas, na sala do NETA, terceiro andar do Campus 1 do ICH-UFPel, à Rua Alberto Rosa, 156.

A participação nestes encontros não requer a leitura dos textos anteriores.

22 de janeiro de 2014
horário: 14:00-16:00, local: ICH, Campus 1, sala do NETA
pauta:
–abertura e informes
–atividade: a servidão voluntária 1
Leitura básica: CLASTRES, Pierre. Liberdade, mau encontro, inominável. In: Discurso da Servidão Voluntária (trad.: Laymert G. dos Santos, transcrição de Charles Teste). São Paulo: Brasiliense, 1999, p. 109-123.

5 de fevereiro de 2014
horário: 14:00-16:00, local: ICH, Campus 1, sala do NETA
pauta:
–abertura e informes
–atividade: a servidão voluntária 2
Leitura básica: CHAUÍ, Marilena. Contra o Um, contra o Estado: o contradiscurso de Clastres e de La Boétie. In: SANTIAGO, Homero (org.) Marilena Chauí contra a servidão voluntária (escritos de Marilena Chauí, volume 1). Belo Horizonte e São Paulo: Autêntica e Fundação Perseu Abramo, 2013, p. 137-156.

12 de fevereiro de 2014
horário: 14:00-16:00, local: ICH, Campus 1, sala do NETA
pauta:
–abertura e informes
–atividade: diálogo sobre a trajetória do grupo de estudos
SEMINÁRIO DE ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES DO GRUPO DE ESTUDOS
“Encontrando Pierre Clastres”.

6
Dec

Mobilização indígena em Brasília

Alex Rodrigues e Danilo Macedo
Da Agência Brasil, em Brasília
04/12/201312h26

Ueslei Marcelino/Reuters

Depois de cercarem o Palácio do Planalto, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (4), cerca de 1,2 mil índios de várias etnias estão neste momento divididos em manifestações no Congresso Nacional e diante do Ministério da Justiça.

O grupo protesta contra o que classifica como mais uma iniciativa do governo federal para inviabilizar a demarcação de terras indígenas. A presidenta Dilma Rousseff não estava no local.

Durante o protesto, os índios chegaram a entrar em conflito com seguranças do Palácio do Planalto e a fechar o trânsito em vários trechos da Esplanada dos Ministérios.

O estopim da manifestação foi a minuta (esboço) de uma portaria que, segundo as lideranças indígenas, o Ministério da Justiça está produzindo.

Representantes do movimento dizem ter tido acesso à cópia do documento no último final de semana. Segundo Sônia Guajajara, uma das coordenadoras da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o texto estabelece mudanças nos procedimentos legais necessários ao reconhecimento e à demarcação de terras indígenas.

A proposta, ainda segundo Sônia, visa a oficializar a proposta do governo federal de que outros órgãos de governo além da Fundação Nacional do Índio (Funai) sejam consultados sobre os processos demarcatórios em curso.

A proposta foi apresentada pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ainda no primeiro semestre deste ano, com a justificativa de minimizar conflitos entre índios e produtores rurais.

“A gente entende que a minuta servirá só para dificultar ainda mais o processo de identificação e demarcação de terras.

O governo federal e o Congresso Nacional estão aliados para atacar e diminuir os direitos indígenas, principalmente os territoriais, favorecendo o agronegócio e o latifúndio”, disse Sônia Guajajara à Agência Brasil, adiantando que o grupo quer ouvir o ministro José Eduardo Cardozo sobre o assunto.

“Há um momento em que as autoridades, e o ministro da Justiça, principalmente, têm que se posicionar e atuar para que os direitos sejam cumpridos, para implementar o que já é garantido constitucionalmente, e não adiar ainda mais isso.

O efeito da demora na demarcação de novas terras indígenas é tensionar ainda mais a situação. O governo e o ministro pensam que estão mediando, apaziguando as tensões, mas os conflitos só vêm aumentando”, acrescentou Sônia.

Ao perceber a chegada dos índios, seguranças fecharam todas as portas de acesso ao Palácio do Planalto. Os índios rodearam o edifício e tentaram passar pela entrada lateral.

Fazendo barulho e carregando faixas com pedidos de “demarcação de terra urgente”, alguns manifestantes forçaram a passagem, entrando em confronto com a segurança. Alguns seguranças chegaram a usar spray de pimenta para dispersar o grupo.

Após cerca de meia hora no local, parte do grupo seguiu para o Congresso Nacional. Outra parte se reuniu diante do Ministério da Justiça, impedindo o acesso dos servidores que chegavam.

Policiais militares reforçam a segurança do local. Representantes do ministério estão negociando com os líderes do protesto. Segundo a assessoria do ministro José Eduardo Cardozo, ele pretende receber uma delegação indígena para discutir o tema.

Além de criticar a minuta, os índios também cobram a apuração de crimes contra os povos indígenas, como o assassinato do cacique Ambrósio Vilhalba, da Aldeia Guarani-Kaiowá Guyraroká, em Cristalina (MS). Vilhalba foi encontrado morto na última segunda-feira (2).

A Polícia Civil deteve dois suspeitos e investiga se a morte foi consequência de rixas entre o cacique e outras lideranças da aldeia.

“O governo deve deixar de promessas e cumprir o que prometeu para nós. Hoje você vê o povo indígena lá em Mato Grosso do Sul sendo assassinado por fazendeiros, por grandes pecuaristas, que querem tomar a terra do índio. Queremos demarcação de terras urgente. Não dá mais para aguentar. Também queremos direito à saúde e à educação. E respeito ao povo indígena”, disse o índio kinikinau, de Mato Grosso do Sul, Nicolau Flores.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/12/04/indios-protestam-em-brasilia-contra-mudanca-no-processo-de-demarcacao-de-terras.ht

21
Oct

Desabafo de uma liderança indígena sobre o tratamento das causas ameríndias no Brasil.

De Maria Eva Canoé
maria-eva-canoe
COMO MULHER INDÍGENA AO LADO DE OUTRAS LIDERANÇAS INDÍGENAS DE RONDÔNIA E DE OUTROS ESTADOS SEGUIMOS CONSTRUINDO NOSSA VERDADEIRA HISTÓRIA ONDE SOMOS OS PRÓPRIOS PROTAGONISTAS POIS MOSTRAMOS PARA O BRASIL E O MUNDO NÃO UM A NOVELA DE FICÇÃO, MAS UMA NOVELA DA VIDA REAL, ONDE CONTINUAMOS SENDO INVISÍVEL, TRATADOS COM INDIFERENÇA, COM NOSSOS DIREITOS VIOLADOS POR UM SISTEMA EXCLUDENTE, CUJO GOVERNO TEM UMA PEDRA NO LUGAR DO CORAÇÃO,, POIS SE NEGA A RECONHECER E RESPEITAR NOSSOS DIREITOS ORIGINÁRIOS…

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Importante desabafo de Maria Eva Canoé nesse período onde a Câmara dos Deputados está analisando a proposta de emenda à Constituição que transfere da FUNAI para o Congresso Nacional as demarcações de terras indígenas (PEC 215/2000).

Essa decisão irá ferir os direitos originários indígenas, principalmente o direito à terra, pois nas demarcações irão sobressair interesses prioritários da bancada ruralista e faltará embasamentos antropológicos aos Srs. Deputados. O que antes era conduzido por equipe técnica da FUNAI, agora vai ser conduzido por interesses pessoais e partidários.

Por Cátia S. da Silva
Discente do Bacharelado em Antropologia/UFPel
Integrante do NETA – Núcleo de Etnologia Ameríndia/UFPel
e integrante do NECO – Núcleo de Estudos Sobre Populações Costeiras e Saberes Tradicionais/FURG.

16
Oct

Povos indígenas de Roraima seguem firme na luta em defesa da Constituição Federal e contra a PEC 215

indigenas-roraima

Os povos indígenas de Roraima mais uma vez mostraram resistência e união contra os ataques aos direitos indígenas durante a mobilização a favor da Constituição Federal de 1988 e contra a PEC 215 que aconteceu dia 2, na comunidade indígena Sabia, na Terra Indígena São Marcos, município de Pacaraima.  Desde 1h da madrugada, os filhos de Anike e netos de Makunaima, se organizaram com faixas e cartazes pedindo o “arquivamento já da PEC 215”, “respeito aos direitos indígenas garantidos na Constituição Federal”, com pinturas simbolizando a tradição indígena, danças e cantos tradicionais valorizando a língua materna. O ato ocorreu na BR 174, rodovia construída no interior da TI. Os participantes amanheceram determinados a lutar em defesa da Constituição Federal de 1988, que garante direitos indígenas, assim como lutar contra a instalação da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 215.  A mobilização reuniu mais de mil pessoas, povos indígenas das onze etnoregiões do Estado, envolvendo a participação de crianças, jovens, mulheres, lideranças indígenas, as organizações indígenas e movimentos sociais, que são parceiros históricos das lutas e conquistas indígenas. Parte do movimento se organizou no Centro Makunaimî sentindo ao município de Pacaraima, onde o acesso também ficou fechado.

indigenas-roraima1

De acordo com a programação, o movimento iniciou as atividades com entoação do hino nacional na língua indígena macuxi, um ato simbólico de respeito à pátria e também a memória dos primeiros habitantes do Brasil. Em seguida houve a fala de lideranças indígenas de cada região manifestando repúdio contra a PEC 215, as 19 Condicionantes imposta no Decreto Homologatório da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.   A juventude e mulheres indígenas participaram incansavelmente, buscando animar os participantes da mobilização com musicas em letras compostas contra a PEC 215, a favor da Constituição Federal e as belezas da mãe terra, da mãe natureza.  Em uma decisão democrática das antigas e atuais lideranças do movimento indígena de Roraima decidiram protestar contra os ruralistas e Deputados de Roraima que defendem a PEC 215 fechando o trafego na BR/174. O protesto gerou insatisfação aos condutores de veículos, causando tumultos, onde lideranças indígenas foram desrespeitadas, palavrões ditas as lideranças indígenas e demais participantes, expressando total preconceito aos indígenas e seus direitos. O fechamento na BR não prejudicou o acesso de ambulâncias e veículos da saúde indígena.
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Embora a situação tenha causando insatisfações, transtornos a condutores, onde alegaram o direito de ir e vir, o movimento indígena continuou resistente, com o fechamento da BR. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local para prestar as orientações e após 12h fechada, os povos indígenas liberam a passagem na BR.

A ocasião gerada com o fechamento da BR foi irrelevante diante aos objetivos do movimento pacífico, que foi de manifestar, repudiar, sobretudo de fortalecimento e união dos povos indígenas de Roraima.  Durante o pronunciamento, onde diversas lideranças indígenas expressaram indignação e repúdio, a Secretária do Movimento de Mulheres Indígenas, do Conselho Indígena de Roraima (CIR) Telma Marques Taurepang, num tom de voz firme, guerreiro, disse que os povos indígenas reivindicam mais respeitos aos direitos garantidos na Constituição Federal e pediu cumprido dos artigos 231 e 232, pela garantia de vida das futuras gerações que está em risco.

No mesmo ato de manifestação, Samuel André de Sousa, 6 anos, neto de uma das lideranças indígenas que covardemente foi atacado por  pistoleiros armados, em maio de 2008, na atual comunidade indígena 10 Irmãos, região Surumu, Terra Indígena Raposa Serra do Sol pediu justiça contra a violência cometida ao seu avô. Samuel disse “hoje somos criança, queremos um futuro sem violência, por isso não a PEC 215”. O Coordenador Geral do Conselho Indígena de Roraima (CIR) Mário Nicácio apresentou ao movimento indígena os últimos resultados da questão PEC 215, suspensa dia 1, em Brasília pelo Presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves. O movimento avaliou ser mais uma conquista da mobilização organizada em todo Brasil, inclusive em Brasília, que reúne diversos povos indígenas. No entanto, não consideram ser uma vitória, porque a reivindicação é o arquivamento da Proposta.  Conforme o resultado positivo, a mobilização, que antes, estava prevista para se estender aos demais dias, encerrou à tarde com uma reunião de avaliação do movimento e definição de mais mobilizações em Roraima. Além disso, houve a leitura da Carta da Mobilização dos Povos Indígenas de Roraima que será encaminhada à Presidência da República e demais órgãos do Governo..

O Coordenador do CIR Mário Nicacio viajou dia 2/11 à Brasília, onde representou os povos indígenas em audiências nos órgãos do Governo, somando forças aos demais membros da delegação indígena de Roraima que acompanha a Mobilização Nacional Indígena.

Fonte: http://www.cir.org.br

19
Jul

Lançamento da Revista Espaço Ameríndio (v.7, n.1)

Comunicamos o lançamento de novo número (v.7, n.1) da Revista Espaço Ameríndio, publicação eletrônica de periodicidade semestral do Núcleo de Antropologia das Sociedades Indígenas e Tradicionais (NIT), PPGAS/UFRGS.

A Espaço Ameríndio visa promover o desenvolvimento da pesquisa sobre populações ameríndias, principalmente proporcionando uma reflexão transdisciplinar sobre a temática. Assim, queremos divulgar a publicação para as mais diversas áreas de interesse, como Antropologia, Letras, Etno-história, Linguística, História, Arqueologia, Etnoarqueologia, Arquitetura, Biologia, Ecologia, Educação, Saúde, Nutrição, Direito, Arte, entre outras.

Nesta edição:
ARTIGOS

GESTÃO DE FONTES DE MATÉRIA-PRIMA LÍTICA PELOS CONSTRUTORES DE CERRITOS NO SUL DO BRASIL: UM ESTUDO DE CASO
ANDERSON MARQUES GARCIA (UFSM) / RAFAEL GUEDES MILHEIRA (UFPel)

ETNOGÊNESE E REELABORAÇÃO DA CULTURA ENTRE OS KRAHÔ-KANELA E OUTROS POVOS INDÍGENAS
VICTOR FERRI MAURO (UFGD/UFMS)

DESAFIOS À ELABORAÇÃO CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA: REFLEXÕES E ALTERNATIVAS DE ENFRENTAMENTO DOS POVOS KARAJÁ XAMBIOÁ E GUARANI
ANDRÉ MARQUES DO NASCIMENTO (UFG)

PARTICIPAÇÃO INDÍGENA NO COMITÊ DE BACIA HIDROGRÁFICA DO ESTADO DA BAHIA
SANDRA CRISTINA SMITH GALVÃO (UESC/UCSal)

“CAMINHAR PELOS PRÓPRIOS CAMINHOS”: A PERSISTÊNCIA DOS INDÍGENAS DA SERRA NEVADA DE SANTA MARTA (COLÔMBIA) NOS CAMINHOS DA “CULTURA PRÓPRIA”
PATRÍCIA LORA LÉON (UNICAMP)

SENTIDO E REALIDADE EM MITOS INDÍGENAS: UM EXAME SEMIÓTICO DE NARRATIVAS DE CONQUISTA DO FOGO
CLEBSON LUIZ DE BRITO (UFMG)

EXUMANDO CORPOS DE ÍNDIOS: A EMERGÊNCIA ANACÉ E OS NOVOS DRAMAS ÉTNICOS E DESENVOLVIMENTISTAS NO NORDESTE BRASILEIRO
POTYGUARA ALENCAR DOS SANTOS (UnB)

PERSPECTIVISMO, FENOMENOLOGÍA CULTURAL Y ETNOGRAFIAS POSCOLONIALES: INTERVENCIONES EN UN DIÁLOGO SOBRE LAS CORPORALIDADES
SILVIA CITRO (UBA/CONICET – ARG) / MARIANA GÓMEZ (UBA/CONICET – ARG)

DANIEL MUNDURUKU E KAKA WERÁ JECUPÉ: UMA EXPERIÊNCIA DE LEITURA DO MUNDO DO OUTRO
ALANA FRIES (UFRGS)

ENSAIO BIBLIOGRÁFICO

IDEOLOGIA VENATÓRIA NA AMAZÔNIA: NOTAS SOBRE A CAÇA NA ETNOLOGIA DAS TERRAS BAIXAS DA AMÉRICA DO SUL
FABIANO CAMPELO BECHELANY (UnB)

AUTOR INDÍGENA

“DO QUE QUE EU ESTOU FALANDO QUANDO FALO DOS MEUS CESTOS”: CONVERSAS COM MABEL MCKAY
GREG SARRIS (UCLA – EUA)

RESENHA

NUEVOS ESTUDIOS SOBRE LAS LUCHAS INDÍGENAS EN ARGENTINA: DERECHOS, TIERRAS E IDENTIDADES EN DISPUTA
HORACIO MIGUEL HERNÁN ZAPATA (UNR/CONICET – ARG)

PUBLICAÇÃO COMPLETA E EDIÇÕES ANTERIORES EM: http://seer.ufrgs.br/EspacoAmerindio/index

Atenciosamente,

Equipe Espaço Ameríndio
seer.ufrgs.br/EspacoAmerindio/index

27
Jun

Congreso Internacional “Pueblos indígenas de América Latina, siglos XIX-XXI”

CONVOCAM

Para o Primeiro Congresso Internacional “Os povos indígenas da América Latina, séculos XIX-XXI. Avanços, perspectivas e desafios”, que se realizará de 28 a 31 de outubro de 2013 e que terá como sede o Instituto Cultural Oaxaca na cidade de Oaxaca, México.

Este encontro busca fortalecer a cooperação e a troca de experiências entre acadêmicos e profissionais da América Latina, Estados Unidos e Europa que trabalhem com e sobre os povos indígenas latino-americanos desde as perspectivas da história, da etno-história, da antropologia e ciências afins, assim como com a elaboração e implementação de políticas para o desenvolvimento social ou a conservação do patrimônio cultural de tais povos.

Também se busca conhecer e compartilhar os avanços e descobertas produzidos recentemente em matéria de conhecimento, os temas novos ou permanentes que estão sendo estudados, as perspectivas epistemológicas utilizadas e as diversas metodologias empregadas para a análise e o trabalho da questão indígena em diversos momentos e âmbitos de sua história.

O Congresso se realizará durante três dias, com seis momentos de trabalho (manhã e tarde), que serão organizados a partir de simpósios temáticos agrupados nos grandes temas do Congresso:

– Movimentos sociais e resistência
– Educação
– Estudos em torno do pós-colonialismo
– Terras
– Territorialidades
– Identidades
– Indigenismo
– Multiculturalismo
– Interculturalidade
– Visões sobre cidadania
– Recursos naturais
– Migração
– Gênero

Na 1ª. Circular do Congresso será emitida a Convocatória contendo as datas, detalhes e formatos para inscrever simpósios temáticos.

A 2ª. Circular será a convocatória para a inscrição de comunicações livres nos simpósios aprovados pelo Comitê organizador.

A Convocatória se fará pública com a ajuda das instituições participantes, através de sua difusão pelos meios eletrônicos e pelo site do Congresso.

www.congresopueblosindigenas.org

Para qualquer informação, dirigir-se ao seguinte e-mail:

congreso.pueblos.indigenas@gmail.com

1
Jun

Terena é morto em reintegração de posse na Terra Indígena Buriti, em Mato Grosso do Sul

Oziel Gabriel morreu na manhã desta quinta-feira, 30, depois de ser levado com graves ferimentos de arma de fogo; polícia federal e indígenas seguem na área retomada.

oziel-gabriel-terena

Renato Santana

do Cimi, de Brasília (DF)

Conforme informações de lideranças Terena, o indígena Oziel Gabriel morreu na manhã desta quinta-feira, 30, depois de ser levado com graves ferimentos de arma de fogo para um hospital da região de Sidrolândia (MS), município onde incide área retomada pelo povo Terena pertencente à Terra Indígena Buriti, declarada em 2010 como de ocupação tradicional. Nesse momento, os indígenas estão refugiados na mata.

A partir das 6 horas, a Polícia Federal iniciou a reintegração de posse da área, ocupada desde o último dia 18 pelos indígenas e de propriedade do ex-deputado estadual (PSDB) Ricardo Bacha, com bombas de feito moral, spray de pimenta e tiros de armas letal e não letal. Cerca de outros 13 Terena também foram encaminhados para o hospital com graves ferimentos a tiros.

“Mataram um guerreiro Terena. Tem guerreiro no hospital. Chegaram de forma covarde, com balas e bombas. Atiraram pra matar. Não teve negociação. O Estado manda em tudo, em juiz, em tudo. Nós aqui morrendo por um pedaço de terra. Osiel era jovem, comprometido com a vida de seu povo”, denuncia a liderança Gerson Terena, por telefone. Era possível ouvir tiros, gritos e mulheres chorando.

De acordo com Gerson, crianças, mulheres e anciãos não foram respeitados. Os cerca de 3.500 Terena presentes na área retomada foram pegos de surpresa “numa operação de guerra”, nas palavras da liderança. Entre 300 e 400 policias atacaram todos os pontos da área indígena. Espalhados, os policiais lançaram bombas de efeito moral; nesse momento, os tiros eram de borracha.

“Depois começaram a atirar pra valer (arma de fogo). Resistimos com pedras e eles atiraram. Foi um horror, um horror. É doído a gente ver um patrício morrer defendendo algo que lhe pertence. Essa terra é nossa, é a nossa vida. A Justiça disse que é nossa. Mesmo assim, morremos sobre ela… morremos por um pedaço de chão. Vamos ficar aqui, vamos resistir”, declara Gerson Terena. A liderança reforçou que os indígenas não sairão da área retomada na Terra Indígena Buriti.

No último dia 20, os Terena já tinham resistido a uma tentativa de reintegração. Na ocasião, o delegado da Polícia Federal Alcídio de Souza Araújo confiscou de forma ilegal equipamentos de jornalista.

Depois desses episódios, a Justiça suspendeu a reintegração até esta quarta-feira, 29, dia em que houve uma tentativa de reconciliação, mas o fazendeiro Bacha se negou a aceitar o fato de que a área é indígena e só aceitava como acordo a saída dos Terena da terra, cuja presença indígena foi atestada com provas materiais datadas do século XIX.

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/13076

26
Apr

Palestra: “POVOS INDÍGENAS NAS FONTES MISSIONÁRIAS”

O PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DA UNISINOS CONVIDA PARA:

Palestra:
“POVOS INDÍGENAS NAS FONTES MISSIONÁRIAS”

Prof. Dr. Guillermo Luis Wilde Salmoral
UBA e Universidad de San Martin – Buenos Aires
e
Prof. Dr. Fernando Torres Londoño
PUC/SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Dia 08 de maio de 2013
14h – Sala 1A202 – Prédio das Ciências Humanas

Prof. Dr. Guillermo Luis Wilde Salmoral
É Doutor em Antropologia pela Universidade de Buenos Aires, investigador do CONICET e Professor Associado do Instituto de Altos Estudos Sociais da Universidade Nacional de San Martin. Atua como professor visitante da Universidade de Paris III (Sorbonne Nouvelle) e da École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS). Dentre os inúmeros artigos e livros que publicou se destacam:
WILDE, Guillermo. Religión y Poder en las Misiones de Guaraníes. Buenos Aires: Editorial SB, 2009.
WILDE, Guillermo (ed.). Saberes de la Conversión. Jesuítas, Indígenas e Imperios coloniales en Las Fronteras de La Cristandad. Buenos Aires: Editorial SB, 2011.

Prof. Dr. Fernando Torres Londoño
Possui graduação em Filosofia e Letras pela Pontifícia Universidad Católica Javeriana (1980) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1992). Atualmente é professor titular no Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo participando também no Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da mesma Universidade. É pesquisador em História da Américla Latina com ênfase no periódo colonial, privilegiando as seguientes temáticas: religião, igreja, religiosidade popular, missões, ordens religiosas, povos indígenas e história da Amazônia.
Dentre os inúmeros artigos e livros que publicou se destacam:
LONDOÑO, Fernando Torres. Visiones jesuíticas del Amazonas en la colonia: de la misión como domínio espiritual a la exploración de las riquezas del rio vistas como tesoro. Anuario Colombiano de Historia Social y de la Cultura, v. 39/1, p. 183-213, 2012.
LONDOÑO, Fernando Torres. Contato, guerra e negociação: redução e cristianização de Maynas e Jeberos pelos Jesuitas na Amazônia no século XVII. História Unisinos, v. 4, p. 192-202, 2007.
LONDOÑO, Fernando Torres. Escrevendo cartas. Jesuítas, escrita e missão no século XVI. Revista Brasileira de História, São Paulo, n.43, p. 11-32, 2002.

Observações:
1) Entrada gratuita;
2) Não serão fornecidos certificados.