Categoria ‘Antropologia visual’ Antropologia

27
Feb

Programação geral NAVISUAL mês de março/2012

O Núcleo de Antropologia Visual da UFRGS, convida aos pesquisadores e demais interessados para participarem das atividades de março 2012.

Início dia 06 de março – Reunião de abertura e organização. Cronograma de exposições, reforma galeria.

Clique aqui para visualizar o programa das Atividades.

Enviado pela Profa. Dra. Cornélia Eckert
Coordenadora do Núcleo de Antropologia Visual – UFRGS
navisual@ufrgs.br
Fone: 051 33086647
IFCH Prédio D2 – sala 209

11
Nov

Mostra de filmes etnográficos – Olhar, escutar e sentir a sabedoria ameríndia

Mostra de filmes etnográficos

As inscrições para a mostra começarão a partir de amanhã (27/10) e se estenderão até a data de início da mesma (04/11) sendo gratuitas.

A mostra de filmes etnográficos ameríndios que está ocorrendo toda sexta-feira do mês de Novembro no auditório da FAUrb (Benjamin Constant, 1359). Peço-lhes que atentem para o seguinte detalhe: devido a imprevistos o horário de início do evento mudou para às 16h.

O e-mail para inscrições (ou dúvidas) é: mostraetnografica@hotmail.com

Enviado por:
Thais Mendes Pedrotti
Acadêmica em Antropologia – Universidade Federal de Pelotas
Bolsista de graduação
Membro do Núcleo de Etnologia Ameríndia
Pesquisadora do Inventário Nacional de Representações Culturais

21
Oct

MOSTRA DE FILMES ETNOGRÁFICOS – Olhar, Escutar e Sentir a Sabedoria Ameríndia

NÚCLEO DE ETNOLOGIA AMERÍNDIA – NETA

LABORATÓRIO DE ENSINO, PESQUISA E PRODUÇÃO EM
ANTROPOLOGIA DA IMAGEM E DO SOM –
LEPPAIS

DEPARTAMENTO DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA – DAA

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS – UFPEL

Convidam para a mostra de filmes etnográficos, que serão apresentados
Dias 4, 11 e 18/11 no Auditórios da FAUrb  – Rua Benjamim Constant, 1359
e  25/11 no ICH  – Rua Cel. Alberto Rosa, 154

Clique aqui para visualizar o cronograma

12
Mar

Olhar fotográfico, o olhar Etnográfico

Por: Ondina Fachel Leal

A fotografia como a etnografia, é um aprendizado da observação paciente, de elaboração minuciosa de diferentes estratégias de aproximação com o objeto, de uma vigilância constante e de prontidão para captar o acontecimento no momento do acontecimento. A dupla capacidade da câmara de subjetivar e objetivar a realidade, de fazer distanciar-nos e aproximar-nos do objeto, nos dá uma consciência aguçada de que se é responsável por este processo de apreensão da realidade, de que se é sujeito de um ato de conhecimento.

O próximo e o distante, o exótico e o íntimo, categorias caras à antropologia, são noções intrínsecas ao fotografar porque referem-se ao íntimo do outro: o domínio do privado é aqui o domínio de uma alteridade e, chegar ao outro significa penetrar neste domínio.

O ato de fotografar nos traz uma noção de posse de realidade e, ao mesmo tempo, a certeza da impossibilidade desta posse. Apreendemos apenas fragmentos. Para que se produza uma imagem há a necessidade de reconstrução e de um processo de revelação de realidade. Captamos luz e sombras, brincamos com o tempo e congelamos o instante. Cria-se um tempo único: realidade imobilizada, imagem sempre roubada (ainda que o roubo tenha sido consentido) a ser exposta e consumida. Fotografar é aprender um olhar sobre o outro, este olhar é reificado em uma imagem, imagem esta que tenha o poder de captar olhares de outros outros. Que seria do fotógrafo se não contemplassem suas imagens? Fotografando, somos um olhar que busca olhares. O olhar capaz de seduzir outro olhar é sempre perturbador.

Fotografar é um cultivo didático do prazer da percepção do detalhe e do todo, que passa ou não pela técnica da objetiva, da grande-angular, do enfocar e do desenfocar, dos diferentes tons possíveis na impressão e, enfim, da revelação da imagem, que não é mais a coisa fotografada (mas plena de vestígios do real): é realidade revelada.

Texto apresentado e discutido na aula de Antropologia do Som e da Imagem ministrada pela Profa. Dra. Claudia Turra/UFPel

19
Nov

Dicas: Da leitura da imagem à leitura da realidade

Sebastiao_Salgado_Sem_titulo
Close” fotográfico de três pés de trabalhadores rurais”.

Na imagem dos pés calçando sandálias de borracha retratados por Sebastião Salgado em seu ensaio “A luta pela terra” e integrante do material educativo arte br, a professora Julmara Goulart Sefstrom, de Forquilhinha (SC), encontrou um ponto de partida para a construção do seu projeto “O Ensino da Arte e a Valorização do Agricultor”. O trabalho foi o vencedor do XI Prêmio Arte na Escola Cidadã na categoria Fundamental II e se mostrou capaz de estabelecer conexões entre a obra do artista e um problema identificado entre os alunos: a falta de identidade com as suas origens rurais.

É uma experiência interessante que a professora Julmara fez com seus alunos, trabalhando com a alteridade ela conseguiu fazer com que eles se identificassem com as suas origens e tivessem orgulho dela, desaparecendo a questão da invisibilidade de antes, ou seja, o não querer pertencer aquele grupo por sentirem vergonha, medo do preconceito ou da discriminação. O trabalho serve como orientação para antropólogos e pesquisadores que trabalham com a temática rural e a professores que lecionam em áreas rurais. Assista o vídeo para conhecer o trabalho e caso queira mais detalhes visite o endereço URL abaixo.

Por: Cátia Simone Silva

Fonte: www.artenaescola.org.br/midiateca2/resultado_detalhe.php?id_publicacao=46

12
Oct

Antropologia visual, práticas antigas e novas perspectivas de investigação

José da Silva Ribeiro

Coordenador do Laboratório de Antropologia Visual – Universidade Aberta de Lisboa

RESUMO

A antropologia visual nasceu em meados do século XIX com a “era da reprodutibilidade técnica” e da expansão industrial. Como se reformula hoje, na era da globalização e da transformação digital, essa disciplina ou convergência disciplinar? Voltada inicialmente para a documentação e preservação de práticas culturais ameaçadas, a antropologia de urgência, como se transformou ao longo do tempo em formas narrativas visuais, sonoras, audiovisuais e, mais recentemente, digitais? Orientada em primeiros passos para alimentar e enriquecer as coleções dos museus, como passa hoje por meio de múltiplas formas e suportes para o espaço público à procura de novos espectadores/atores (ou públicos)? Inicialmente instrumentação que pareceria garantir a objetividade, atribuindo-se-lhe o estatuto de tecnologia de pesquisa ou mesmo de auxiliar de pesquisa, como se confrontou com novos paradigmas epistemológicos ou se antecipou a eles? Voltada sobretudo para o registo das técnicas materiais e rituais e depois para as palavras e as sonoridades, como se orienta hoje no âmbito de novos objetos de estudo como a antropologia da arte, a antropologia do design, a cultura visual em contextos de processos acelerados de transformação social e cultural? Acrescentamos ainda mais duas perguntas às inquietações que nos fazem refletir sobre essa temática: como se repensa atualmente a antropologia visual no âmbito da antropologia? O que fazer com a antropologia visual hoje? Procuraremos traçar algumas formas de práticas antigas que adquirem nova e maior pertinência na era atual (trabalho com os arquivos, a memória, a relação entre o passado e o projeto, os objetos, a cultura material) e perspectivar novas oportunidades, novas práticas, novos objetos de estudo.

Confira o artigo na íntegra clicando aqui