Categoria ‘Antropologia’ Antropologia

25
Oct

Chamada para publicação – Revista Raízes

Prezados(as),

A Revista Raízes informa que está aberta a chamada para o recebimento de trabalhos inéditos (artigos, ensaios, resenhas e relatos de pesquisa) para composição dos volumes 35 e 36, números 1 e 2.

Prazos para envio:
2015. 35, N. 1, jan./jun. 2015: até 10 de novembro de 2015.
2016. 35, N. 2, jul./dez. 2015: DOSSIÊ – DA ANTROPOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO A SÓCIO-ANTROPOLOGIA DO MUNDO SOCIAL: até 15 de novembro de 2015.
V.36, N. 1, jan./jun. 2016: até 20 de março de 2016.
V.36, N. 2, jul./dez. 2016: até 20 de maio de 2016.

As normas para o envio de contribuições podem ser consultadas em: www.ufcg.edu.br/~raizes. Os textos deverão ser submetidos através do nosso site.
A Revista Raízes também recebe textos em fluxo contínuo. Visite o nosso site e boa Leitura!

Cordialmente,

Os editores.

17
Sep

Seleção para o Mestrado em Antropologia na UFPel

A Universidade Federal de Pelotas, em conformidade com o Regimento Stricto Sensu da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e a Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Antropologia torna público, para conhecimento dos/as interessados/as, o processo de seleção 2016 dos/as candidatos/as do referido Programa, nos termos estabelecidos no Edital em anexo.

22
Apr

Chamada de Artigos: Ciências Sociais e diálogos com a História

Prezados/as

Encaminhamos anexada chamada da próxima edição da Revista Enfoques – Revista dos Discentes do Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ, tema: Ciências Sociais e diálogos com a História.

As contribuições serão recebidas pelo email revistaenfoques.ufrj@gmail.com até o dia 01 de maio de 2015.

Agradecemos a divulgação.

Equipe Editorial Revista Enfoques PPGSA/IFCS/UFRJ

16
Mar

Edital para seleção de bolsistas do Museu Arqueológico e Antropológico da UFPel

O Programa de Implantação do Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade Federal de Pelotas está com edital aberto para selecionar quatro bolsistas, por se tratar de um projeto multidisciplinar/transdisciplinar/interdisciplinar, a seleção está aberta para os estudantes de todas as áreas de formação acadêmica. O período de inscrições é de 16 – 20 de março de 2015.

Clique aqui para acessar o Edital para seleção de bolsista Museu Arqueológico e Antropológico da UFPel

17
Dec

A contribuição da Antropologia social na abordagem neo-instucionalista na política brasileira

Considerando a hegemonia da abordagem neo-instucionalista no campo da ciência política moderna, onde este modelo, ao contrário do instucionalista prevê a concentração de dados empíricos e reais dos atores sociais, desta forma a antropologia social pode contribuir em muito para a análise da política brasileira, pois sua especificidade é trabalhar a partir do local, buscando a unidade na diversidade, a partir da cultura dos indivíduos, dando vozes aos atores sociais, contribuindo assim para um regime político mais eficaz, justo e humano.

Levantando dados para orientar na liberação de recursos financeiros a esses agentes sociais, e subsidiando os políticos nas tomadas de decisões ou desenvolvimento levando em consideração a cultura local, étnica, etc de um grupo específico ou de uma determinada sociedade.

Os antropólogos também podem orientar as pessoas para a necessidade da formação de uma instituição: seja uma Associação, Cooperativa, ONG,… pois é necessário para os indivíduos dialogarem com os poderes legislativo, executivo, ou governo federal e assim saírem da invisibilidade e marginalidade e garantirem seus direitos individuais e ou coletivos.

Principalmente os antropólogos que pesquisam junto aos coletivos tradicionais, tais como: pescadores artesanais, pequenos agricultores, indígenas, afrodescendentes; e assim instrumentalizá-los para terem acesso a recursos financeiros, garantia de seus direitos étnicos, saúde, aposentadoria, etc. Então será a antropologia social ou os antropólogos os  mediadores entre os indivíduos e o Estado para a eficiência nas políticas públicas em todas as áreas de interesse comum.

Otávio Bezerra (1999, 12) aponta que os parlamentares em seus gabinetes na Câmara ou no Senado atribuem importância aos pedidos de suas bases eleitorais, disponibilizando verbas federais aos Estados e municípios que os elegeram. Para tal entram as relações de apoios entre prefeitos, parlamentares e autoridades governamentais, isto é, “As relações entre os poderes “local” e “central”. O autor também aponta que esta atitude não é hegemônica e os parlamentares incluem em suas tarefas as “Suas atribuições formais, afiliações partidárias, interesses de classe e corporativos” (1999, 13).

Desta forma entre as contribuições que a antropologia social poderia dar para a política brasileira seria auxiliando nas prefeituras das cidades brasileiras, inscrevendo e conduzindo projetos para o município, nas áreas da educação, saúde, promoção de renda, desenvolvimento sustentável, ou seja, fazendo as solicitações aos parlamentares em conformidade com a realidade local, e também levando em consideração o contexto de globalização.

No entanto, a abertura de editais em busca de antropólogos para trabalhar em prefeituras ainda não é consolidado, só em algumas instituições governamentais, o que mais vejo são editais para sociólogos. Cabe aos antropólogos buscarem este nicho de emprego, demonstrando interesse na abertura de editais para compor uma carreira de servidor público junto as prefeituras.

Entretanto, não adianta um profissional capacitado inscrever e concorrer com  projetos para o município e como explica Otávio Bezerra, o poder executivo desviar os recursos das verbas, ou fazer as construções e não inaugurá-las, ou então não dar continuidade ao(s) projeto(s), entre outros exemplos de corrupção. Como apresentado no vídeo “O bem Amado”, onde o prefeito de Sucupira construiu um cemitério que demorou muito para ser inaugurado, o motivo foi os desvios das verbas, e as construções de  túmulos pequenos, os quais um adulto não poderia ser sepultado. Exemplos assim, nós vemos diariamente nas mídias, ou na própria cidade em que moramos, infelizmente a corrupção está se agravando cada vez  mais e tornando-se prática comum em muitos municípios brasileiros.

Assim a antropologia pode contribuir para a análise da política brasileira abordando em suas pesquisas as questões políticas do seu contexto de trabalho e pesquisa, sejam de coletivos urbanos ou rurais, de brancos, indígenas ou afro descendentes, etc. Trazendo as suas especificidades, subsidiando os políticos dentro do possível para a construção de uma sociedade mais justa e humana para todos.

Por: Cátia Simone Castro Gabriel da Silva
Discente do Bacharelado em Antropologia Social e Cultural – UFPel

Referência bibliográfica:
Bezerra, Marcos Otávio. Em nome das “bases”: política, favor e dependência pessoal. Rio de Janeiro: Relume Dumará: Núcleo de Antropologia Política, 1999.

 

3
Dec

Identidade, saber tradicional e cultura material dos cortadores tradicionais de pedras em Capão do Leão

O presente estudo trata sobre as representações identitárias de um grupo de cortadores de pedras localizados no bairro Cerro do Estado, município de Capão do Leão, no sul do Brasil. Analisando a partir da antropologia simbólica, e observando as relações sociais entre humanos e não humanos, ou seja, entre “sujeitos”,  e “objetos”, os quais segundo Gonçalves (2010) e Leitão (2008), são indissociáveis, e mais do que representar, expressam uma forma de organização e constituição de suas identidades.

Débora Leitão, vai complementar e reforçar os estudos de Gonçalves e acrescenta também essa relação às coisas, paisagens, animais, natureza…, e os chama de “objetos construtores”, a autora aponta a sugestão de Bruno Latour em tratarmos as coisas como “fatos sociais”, observando as relações sociais como não sendo anteriores aos objetos, mas “constitutivas e construídas por tais objetos”.

O “objeto construtor” concebe abordagem contemporânea dos objetos enquanto construtores de relações sociais, de identidades e memórias, concebendo as coisas como “cultura”. Segundo Débora Leitão, “os objetos constroem as pessoas tanto quanto as pessoas fabricam objetos”.

A partir dessa concepção analisei a cultura imaterial e a material desse grupo, pois conforme os autores mencionados, sujeitos e objetos complementam-se. Para Leitão os objetos e as coisas só terão sentido se observados no contexto e não na unidade. Então busquei conhecer a forma, o material, a técnica de fabricação das ferramentas utilizadas, a utilização de cada uma, os cortes e todos os processos que envolvem esses saberes. Também entra no contexto o meio ambiente  que é rico em granito, pois cada um desses itens compõe a representação coletiva.

Não deixando de lado o particularismo histórico local (Boas), remontarei ao final do século XIX, quando  chegou a  Compagne  Française Du Porto de Rio Grande do Sul, e originou o bairro Cerro do Estado, a mesma extraia blocos para a construção dos Molhes da Barra na cidade de Rio Grande-RS, no entanto o corte artesanal já acontecia no município antes desta data.

Como o saber tradicional não é fechado, acabado, e está em constante processo de resignificação e aprimoramento, sendo passado de uma geração para a outra através da oralidade (Cunha, 2009), observa-se uma mudança na técnica do corte “seda”, o primeiro corte da pedra, pois antes da chegada da empresa francesa era feito com cunhas de madeira que ao colocarem água, inchava e partia a pedra, no entanto, esse processo demorava dias. Então com a contribuição de geólogos alemães, americanos que vieram trabalhar na empresa mineradora,  passaram a utilizar o “ponchote”, uma ferramenta pequena de ferro, que corta a pedra só com o bater de uma marreta.

Do saber tradicional, explicaram que a “veia” da pedra, ou seja, a linha de corte da pedra, são facilmente encontrados a partir do saber tradicional e do olhar treinado para sua identificação. O primeiro corte chama-se “seda”, aqui o granito corta facilmente, e está situado no sentido leste/oeste, ou seja, orientado pelo nascer e pôr do sol. O segundo é o trincante, sua direção é oposta ao seda, situando-se no sentido norte/sul e após temos os “piodas de butuneira e o pioda de levante”, o último é o mais trabalhoso de cortar. Mas se a rocha encontrada na natureza, por motivos diversos virou, essa orientação solar não é posta em prática, aí é o saber tradicional que orienta os cortes.

Ainda com os estudos de Appadurai (2008), observei as mudanças e as trajetórias das ferramentas, pois há anos atrás eram produzidas com barras de ferro grossas e na falta dessa passaram a utilizar barras mais finas e também molas de trens, de carros entre outros materiais.

As formas das ferramentas e suas têmperas são dadas na ferraria, a têmpera serve para dar resistência à ferramenta e dependendo do material umas são temperadas na água e outras no óleo, pois assim, elas não quebram com o bater da marreta ou marretinha.

Algumas ferramentas possuem os seus nomes em francês, herança da empresa francesa, tais como ponchote, recaladeira e escopo, e outros em português, tais como os ponteiros, marreta, marretinha, etc. Precisam de régua para medir os cortes, e para a segurança usam óculos para proteger os olhos e luvas de borracha nas mãos.  A pólvora utilizada na detonação também é produzida por eles mesmos, numa composição de carvão, enxofre e salitre.

A rocha é extraída por indivíduos isolados ou em grupo de dois, três ou mais trabalhadores, onde a reciprocidade e a solidariedade (Mauss: 2003) estão presentes, na fala de um trabalhador o Sr. Roberto Vieiras: “Não trabalhamos sozinhos, precisamos da ajuda uns dos outros. Porque como tú vai fazer a furação, a detonação? Sozinho tú não consegue, precisa da ajuda dos outros. E se não sabe apontar os ferros, tú precisa de um que faça pra ti”.

As esposas auxiliam na preparação da alimentação, cafés, cuidados com a casa,  filhos, etc. No local de trabalho, os que moram longe reúnem-se na hora do almoço e café, é o momento para conversar e confraternizar.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

APPADURAI, Arjun. Introdução: mercadorias e a política de valor. In: A vida social das coisas: as mercadorias sob uma perspectiva cultural. Rio de Janeiro: Ed. UFF, 2008.

BOAS, Franz. Antropologia Cultural. Rio de Janeiro. 6ª. Edição: ZAHAR, 2004.

CUNHA, Manuela Carneiro da. Cultura com aspas. “Relações e dissensões entre saberes tradicionais e saber científico”: COSAC NAIFY, 2009.

GONÇALVES, José Reginaldo Santos. Teorias Antropológicas e objetos materiais. In; Antropologia dos objetos; coleções, museus e patrimônio. Rio de janeiro: IPHAN, 2007. [P. 14-42].

LEITÃO, Débora krischke; PINHEIRO-MACHADO, Rosana. Tratar as coisas como fatos sociais: metamorfoses nos estudos sobre cultura material. Mediações, Londrina, v. 15, n. 2, p.231-247, 2010.

MAUSS, Marcel. Ensaio sobre a dádiva. in: Mauss, M. Sociologia e Antropologia. SP, Cosac Naif, 2003

 

Cátia Simone Castro Gabriel da Silva
Discente do Bacharelado em Antropologia Social e Cultural / UFPel
Integrante do NECO – Núcleo de Estudos sobre Populações Costeiras e Saberes Tradicionais/FURG

10
Oct

Edital para Mestrado em Antropologia na UFPel

A Universidade Federal de Pelotas e a Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Antropologia tornam público, para conhecimento dos/as interessados/as, o processo de seleção de candidatos/as ao Mestrado em Antropologia para ingresso em 2015. Mais informações confira o Edital ou acesse o site www.antropologiaufpel.com.br.

Atenção!
Pelo menos 4 destas vagas serão destinadas à Política de Acesso afirmativo, para candidatas/os indígenas, negras/os ou pertencentes a comunidades tradicionais.

28
Jul

Publicações no Periódico eletrônico Cadernos do LEPAARQ

Prezados (as),
O Periódico eletrônico Cadernos do LEPAARQ – Textos de Antropologia, Arqueologia e Patrimônio (ISSN: 2316-8412) torna pública a chamada de trabalhos inéditos para 2015/01. O escopo do periódico é a divulgação científica nas áreas de Antropologia, Arqueologia e Patrimônio, publicando as seguintes sessões:
(1) artigos, (2) relatórios e notícias institucionais e (3) resenhas, (4) ensaio visual, (5) notas de pesquisa.

A submissão dos trabalhos deve ser realizada até 31 de dezembro de 2014. As contribuições devem ser submetidas através do sistema eletrônico do periódico: http://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/lepaarq/index
Para maiores informações entrar em contato com Rafael Guedes Milheira pelo e-mail: milheirarafael@gmail.com

Solicitamos ampla divulgação!

Att.

Rafael Milheira