Categoria ‘Belo Monte’ Antropologia

14
Jan

Funai diz que ainda não é possível conceder parecer favorável à Licença de Operação de Belo Monte

belo-monte

Adalton Jair Munduruku observa o canteiro de obras paralisado da casa de força principal de Belo Monte / Letícia Leite – ISA.

Órgão indigenista federal exige a assinatura de um termo de ajustamento de conduta (TAC) pela concessionária para dar aval ao enchimento do reservatório da usina.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) ainda não considera suficientes as ações tomadas pela Norte Energia, empresa responsável pela hidrelétrica de Belo Monte para emitir um parecer favorável à licença de operação da obra, que está sendo realizada no Rio Xingu (PA). O órgão indigenista federal exige a assinatura de um termo de ajustamento de conduta (TAC) pela concessionária para dar aval ao enchimento do reservatório da usina. O posicionamento está em um ofício encaminhado ao Ibama pelo presidente da Funai, João Pedro Gonçalves da Costa, e se baseia em Parecer Técnico de 416 páginas.

Fonte: https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/funai-diz-que-ainda-nao-e-possivel-conceder-parecer-favoravel-a-licenca-de-operacao-de-belo-monte

15
Jan

Vídeo Movimento Gota d´água

Um vídeo produzido por um grupo de artistas brasileiros contra a construção da Usina Belo Monte. Vamos assistir o vídeo e ajudar a construir um mundo melhor, mais digno e humano; visitando o site http://www.movimentogotadagua.com.br/assinatura e assinando a petição.

Unindo forças poderemos fazer com que os interesses dos cidadãos sejam respeitados. “Muitas gotas juntas podem formar um oceano!”

Por: Cátia Simone da Silva
Discente Bacharelado em Antropologia/ UFPel

4
Dec

Curt Trennepohl presidente do Ibama, autoriza a construção de Belo Monte

Considerado pelos ecologistas um embuste bem sucedido, a ministra do Meio Ambiente Izabelle Teixeira juntamente com a presidenta Dilma Rousseff, nomearam Curt Trennepohl para a presidência do Ibama, uma articulação política do governo que sem escrupulos admite alguem sem conhecimentos técnicos sobre o meio ambiente, ou seja um bacharel em Direito pela Faculdade de Santo Ângelo,  sendo tido apenas como um testa de ferro do governo para implantar a qualquer custo a usina de Belo Monte.

No vídeo acima em uma entrevista à repórter do programa 60 Minutos da Austrália, Curt Trennepohl, fala que a decisão de autorizar a construção da usina Belo Monte prevalece o fato do País precisar de mais energia, Curt ainda diz que a função do Ibama não é de proteger o meio ambiente, mas minimizar os impactos que ele sofre. A repórter enfrentou-o perguntando se ele consegue dormir, a resposta foi sim, então ela revida dizendo que as populações indígenas que vivem nas proximidades do rio Xingu não conseguem devido a decisão dele.

Com certeza o nome do Ibama e do seu presidente Curt Trennepohl ficarão marcados na história do país, podemos dizer que a decisão causará um impacto para futuras gerações. Como presidente de um órgão que tem por ofício a proteção do meio ambiente e nele a salva guarda dos que o residem, simplesmente por motivos capitalistas permitirá que ocorra um mega desastre ambiental, prejudicando não só a fauna e a flora, mas principalmente os povos tradicionais que vivem há anos no local.

O mais curioso é que para as populações tradicionais, tais como; pescadores artesanais, graniteiros, carvoeiros, produtores rurais, etc… o Ibama é intransigente e coercitivo, já com os interesses de empreiteiras, lobistas e colarinhos brancos tudo pode ser possível, ou seja, dois pesos e duas medidas.

Por: Cátia Simone da Silva
Discente Bacharelado de Antropologia/UFPel

2
Jun

Anistia Internacional pede suspensão do projeto de Belo Monte

DA FRANCE PRESSE, EM LONDRES

A organização Anistia Internacional pediu nesta quinta-feira ao governo do Brasil que suspenda o projeto de construção da hidrelétrica de Belo Monte até que os direitos da população indígena estejam “plenamente garantidos”.

“O Brasil deve acatar as recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos [CIDH] para suspender a construção da represa de Belo Monte até que os direitos das comunidades indígenas locais estejam plenamente garantidos”, disse Guadalupe Marengo, subdiretora da região Américas da organização que tem sede em Londres.

“Continuar com a construção da represa antes de assegurar que os direitos das comunidades indígenas estão protegidos equivale a sacrificar os direitos humanos pelo desenvolvimento”, acrescentou em um comunicado.

A CIDH, órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos, pediu em abril ao Brasil a suspensão imediata da construção e uma consulta com os povos indígenas afetados pelo impacto social e ecológico da obra gigantesca no rio Xingu, no Estado do Pará.

Na quarta-feira, no entanto, o Ibama concedeu a licença ambiental, considerada a permissão definitiva para a construção da hidrelétrica. As obras ficaram paralisadas por vários anos em consequência da oposição dos ecologistas e indígenas.

Com 11.200 MW de potência e um custo de 11 bilhões de dólares, a hidrelétrica de Belo Monte deve a ser a terceira maior do mundo. Inundará uma área de 516 quilômetros quadrados em duas represas e provocará o deslocamento de 16.000 pessoas.

Fonte: www1.folha.uol.com.br/mercado/924323-anistia-internacional-pede-suspensao-do-projeto-de-belo-monte.shtml

28
May

Cacique Raoni chora ao saber que Pres. Dilma liberou construção da barragem de Belo Monte!!!

O Cacique Raoni chora ao saber que Dilma liberou o inicio das construções de Belo Monte.

Cacique Raoni chora

Belo Monte será maior que o Canal do Panamá, inundando pelo menos 400.000 hectares de floresta, expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies. Tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética.

Fonte: www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=42639

14
Mar

Impactos indiretos de Belo Monte serão muito maiores que os diretos

Escrito por Rodolfo Salm*

O professor Luiz Pinguelli Rosa publicou na Folha de S. Paulo, no último dia 12 de fevereiro, um artigo defendendo a construção da hidrelétrica de Belo Monte. Um de seus principais argumentos foi o preço oficial que a sociedade pagaria por sua energia: R$ 68/MWh, em comparação com o das novas termelétricas, de R$ 140/MWh.

Achei curioso o professor acreditar na manutenção dos R$ 68 e por outro lado citar tão genericamente a redução do fluxo no canal principal do rio. “A solução é garantir uma vazão mínima (pelo leito original do rio)”, escreve.

De quanto seria essa tal vazão mínima? Ela garantiria a sobrevivência dos peixes e a navegabilidade do rio? É difícil acreditar, principalmente para quem conhece a região e sabe que durante boa parte do ano o Xingu já praticamente não corre. A água para mover as turbinas principais da barragem seria desviada do leito do Xingu por canais gigantescos. Quanto mais água passar pelo leito natural do rio, menos energia será gerada pela água desviada pelos canais. É evidente que o consórcio vai repassar essa conta ao consumidor.

O valor apontado ignora ainda uma série de custos ligados aos serviços ambientais que o rio Xingu preservado presta à sociedade, como a produção de peixes e a preservação da biodiversidade. O professor também observou que a área inundada de Belo Monte (516 km²) praticamente se restringiria àquela ocupada pelo rio em sua variação sazonal, como se isso justificasse o alagamento.

Ele parece desconhecer que estamos tratando de ecossistemas adaptados a um certo nível de alagamento em período curto do ano e que inevitavelmente se degradariam com o alagamento permanente (liberando o nefasto gás metano e fazendo com que as hidrelétricas da Amazônia contribuam tanto ou mais para o efeito estufa do que as termelétricas de potência equivalente, segundo apontam estudos científicos).

De toda forma, os impactos indiretos de Belo Monte seriam muito maiores que os diretos. A imigração prevista de dezenas de milhares de pessoas para a região já começou e já causa desmatamentos em uma escala sem precedentes. Tudo isto tem um custo, não considerado por Pinguelli.

Pensando nacionalmente, sabe-se que as florestas preservadas da bacia do Xingu contribuem em muito para o regime de chuvas do resto do país. É possível estimar economicamente o valor desta chuva, pois a devastação da floresta traria prejuízos financeiros calculáveis para a agricultura e para a indústria, que depende de água para produzir. Sem falar no abastecimento das nossas cidades.

Localmente, podemos enumerar os custos sociais causados pelo aumento da violência resultante do inchaço populacional repentino, pelas doenças causadas pelo enorme volume de água parada em uma região tropical e pela perda do apelo turístico, com o fim das corredeiras e das maravilhosas praias de areia branca.

São custos de Belo Monte que precisam ser considerados, o que não foi feito adequadamente, devido a terríveis pressões políticas, como registraram os próprios técnicos do Ibama, que não aprovaram o projeto. Mas que ainda podem ser evitados se a obra for cancelada. Essa luta está apenas começando.

*Rodolfo Salm, PhD em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia, é professor da UFPA (Universidade Federal do Pará) em Altamira, e faz parte do Painel de Especialistas para a Avaliação Independente dos Estudos de Impacto Ambiental de Belo Monte.

Artigo originalmente enviado para o jornal Folha de S. Paulo, que não se dispôs a publicar essa resposta de um professor atuante na principal instituição de pesquisa da localidade mais afetada pelo empreendimento da barragem de Belo Monte.

Fonte: correiocidadania.com.br/content/view/5583/9/

Enviado pela Profa. Dra. Lori Altman
Bacharelado de Antropologia/UFPel

2
Mar

Justiça do Pará cassa licença parcial de Belo Monte

A liminar foi pedida pelo Ministério Público Federal do Pará, que questionou a concessão de uma licença parcial.

Por Adital

Na última sexta-feira (25), a Justiça Federal do Pará decidiu cassar a licença ambiental parcial para a construção da usina de Belo Monte, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a empresa Norte Energia S.A., que seria responsável pelo início do desmatamento na região e das obras no rio Xingu, no Pará.

A liminar foi pedida pelo Ministério Público Federal do Pará, que questionou a concessão de uma licença parcial, alegando que este tipo de licença não existe no sistema legal de licenciamento. A Justiça Federal do Pará entendeu que a licença é ilegal por não ter cumprido pré-condições estabelecidas pelo próprio Ibama.

O juiz federal Ronaldo Desterro, da 9ª Vara, também proibiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de repassar recursos para a Norte Energia. Atualmente, existem dez ações judiciais contra a Usina Belo Monte tramitando na justiça brasileira, no entanto, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, tem derrubado as liminares que impedem o avanço do projeto.

Fonte: www.ecoagencia.com.br

9
Feb

Índios participam de protesto contra a construção de Belo Monte

Notícias sobre a Belo Monte

Imagem: Antônio Cruz/Abr

Nesta terça-feira (8) manifestantes, entre índios, comunidades ribeirinhas, pequenos agricultores, ambientalistas e simpatizantes realizaram um protesto em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, contra o projeto de construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Xingú, Pará.

Os manifestantes entregaram uma carta ao Palácio do Planalto, onde despacha a presidenta Dilma Rousseff e foram recebidos em uma reunião que durou cerca de duas horas, pelo secretário adjunto da Secretaria-Geral da Presidência, Rogério Sottili. Segundo informações da Agência Brasil, Sottili se comprometeu a encaminhar o documento, encabeçado com a assinatura de caciques das comunidades indígenas do Alto Xingu, à presidenta.

Sônia Guajajara, vice-presidente da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Goiab), disse a Agência Brasil, que a construção viola os direitos da população afetada.

Além da manifestação também foi entregue um abaixo-assinado com mais de 500 mil assinaturas de brasileiros e estrangeiros reforça o posicionamento contrário a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Xingu.

Com informações da Agência Brasil

Fonte: www.agoravale.com.br