Categoria ‘Educação’ Antropologia

22
Apr

Vaga para Antropologia – Concurso Público para Professor da Carreira do Magistério Superior na Universidade Federal do Amapá

As inscrições para o Concurso deverão ser realizadas via Internet, no endereço eletrônico www.unifap.br/depsec, a partir das 09h30min do dia 17 de abril de 2013 até as 17h30min do dia 06 de maio de 2013, observando o horário
local de Macapá.

Mais informações acesse o Edital, a Retificação do Edital, as vagas para o concurso Licenciatura Intercultural Indígena e os pontos para a Licenciatura Indígena.

19
Apr

“O grito dos povos indígenas pela garantia dos direitos constitucionais”

Movimento e Organização Indígena do estado de Rondônia e Noroeste de Mato Grosso

CARTA FINAL DOS PARTICIPANTES DO ABRIL INDÍGENA 2013

Nós povos indígenas Karitiana, Gavião, Arara, Zoró, Oro Mon, Oro Waram, Canoé, Mamaindê, Aikanã, Latundê, Puruborá, Sakirabiat, Guarassungwê, Kwazá oriundos dos estados Rondônia e Noroeste do Mato Grosso, reunidos no “Abril Indígena”  Regional, de 8 a 11 de abril de 2013, com o tema “O grito dos povos indígenas pela garantia dos direitos constitucionais”, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação-SINTERO, em Porto Velho, discutindo, avaliando e refletindo sobre os problemas que nos atingem,   expomos nossas angustias, preocupações e violências ainda vivenciadas diariamente por nossas comunidades  e territórios tradicionais, no que se refere:

SAÚDE
01- Constatamos mais uma vez que a falta de um atendimento diferenciado tem provocado a morte de muitas crianças, gestantes e idosos, que são os mais vulneráveis e vítimas deste atendimento.
02- Muitos pacientes do interior são transferidos para Porto Velho para atendimento mais especializado, mas são impedidos de trazerem acompanhantes. O caso fica mais dramático quando isso ocorre com mulheres que não sabem falar o português. Elas ficam desesperadas e se sentem abandonadas.
03- Continua a demora do atendimento nos hospitais. Isso tem provocado o óbito de muitos parentes.
04- Pacientes que necessitam de tratamento especializado, dentro e fora do Estado estão morrendo à míngua, porque não é priorizado seu encaminhamento.
05- As estruturas das Casas de Saúde Indígena são precárias. Faltam equipe médica, medicamentos, equipamentos e formação especifica dos profissionais envolvidos. Também faltam medicamentos básicos nos postos de saúde das aldeias. Algumas aldeias ficam muito distantes e são de difícil acesso. Por isso, não é possível, pelo menos nesses casos, exigir receita médica para o fornecimento de medicamentos para uma simples dor de cabeça ou diarréia.
06- Que o estado de Rondônia contemple em seu orçamento recursos para o atendimento à saúde indígena; que a SESAI firme convênio com o Estado para atendimento especializado e de alta complexidade a pacientes indígenas.
07- O Distrito Sanitário Especial Indígena de Porto Velho terceirizou os serviços de transporte. Com isso, alega aos pacientes indígenas que o transporte não é mais de sua responsabilidade e que qualquer reclamação deve ser feita à empresa contratada.
A atual empresa responsável por esse serviço tem estabelecido regras para o transporte de pacientes incompatíveis com as demandas indígenas e com a realidade amazônica. Citamos por exemplo, que os motoristas encerram seu horário de trabalho às 17 horas. Depois disso, não buscam mais pacientes nas aldeias. Não existe motorista de plantão à noite e fim de semana Nos finais de semana e feriados, muitas vezes os bombeiros são acionados para fazerem esse transporte, inclusive no trajeto CASAI-Hospital. Os motoristas são impedidos de transportar outros pacientes no trajeto aldeia-CASAI que não aqueles determinados pela direção da CASAI. Também são impedidos de atravessar pontes, bueiros e lugares de difícil acesso que ponham em risco o veículo da empresa, preferindo pôr em risco a vida do paciente indígena.  Exigimos a imediata rescisão desse contrato com esta empresa e entendemos que o DSEI é sim o responsável pelo transporte de pacientes indígenas.
08- Manifestamos nossa preocupação com relação à nossa participação na 5ª. Conferencia de Saúde Indígena, por não estarmos sendo informados sobre a sua condução, nem mesmo em nível local e estadual.

EDUCAÇÃO:
01. Exigimos a imediata implementação da Lei 578/10 que criou o cargo de magistério público indígena e quadro administrativo, notadamente no que se refere ao concurso público para esses cargos e às nomeações previstas nos artigos 41 e 42 desta Lei.
02- Queremos a participação efetiva de representantes indígenas na comissão de elaboração do referido concurso público, sob pena dele não atender todas as especificidades das diferentes realidades indígenas;
03- Que haja participação ativa dos povos indígenas na política de educação escolar indígena, na gestão das ações e no controle social;
04. Criação e instalação do Conselho de Educação Escolar Indígena de Rondônia, com participação indígena desde à concepção desse Conselho;
05. Criação de uma Gerência de Educação Escolar Indígena para garantir de fato e de direito uma educação escolar específica e diferenciada, segundo os princípios aprovados pelo MEC;
06. Regularização das Escolas Indígenas, considerando suas especificidades;
07. Implantação do Projeto do Sexto ao Nono ano e Ensino Médio em todas as Escolas Indígenas;
08. Agilidade na construção de escolas indígenas adaptadas à realidade local, com estrutura física que garanta seu bom funcionamento;
09.  Garantir o atendimento pedagógico nas escolas indígenas;
10- Retomada imediata do curso AÇAI II, sob pena de inviabilizar a formação dos professores no curso de magistério indígena;
11- Que a UNIR assegure o cumprimento da Lei 12.711/12 referente ao ingresso de estudantes indígenas na educação superior pública de Rondônia.

TERRA:
1- Reconhecimento do povo indígena Guarassungwê da região de Pimenteiras-RO;
2- Revisão dos limites da Terra Indígena Zoró para incorporar suas terras tradicionais que ficaram fora dos atuais limites.
3- Revisão dos limites da TI Igarapé Lourdes para incorporar as terras tradicionais dos Gavião e dos Arara que ficaram fora dos atuais limites;
04- Conclusão imediata do GT de ampliação da Terra Indígena Karitiana;
05- (Chupinguaia), Djeoromitxi, na região de Figueiras, Aruá, Makurap, Tupari, Kampé, Arikapu, Canoé e Djahoi, todos no município de Alta Floresta, Pirineu de Souza (Casa de Rondon – Vilhena), Imediata demarcação das terras indígenas Puruborá (Município de Seringueiras), Migueleno (Mun. São Francisco), Wajuru (Porto Rolim, Alta Floresta), Cujubim (Costa Marques) Cassupá e Salamãi Mamaindê, Tawandê e Idalamarê (Comodoro MT);
06- Imediata interdição e demarcação das terras dos povos indígenas livres (sem contato voluntário).
07- Revisão de limites da TI Vale do Guaporé, município de Comodoro-MT, para incorporar a região da  Lagoa dos Brincos, onde está localizada a Fazenda Maringá, mas é  área tradicional do povo Mamaindê.
08- Retirada dos invasores e conclusão da regularização da Terra Indígena Rio Negro Ocaia.
09. Conclusão das revisões de limites das Terras Indígenas Pacaas Novos, Igarapé Lage e Ribeirão.

GRANDES PROJETOS DO PAC:
01. Todos os grandes empreendimentos em execução e os previstos para esta região atingem de uma ou outra forma nossos territórios indígenas. Esse modelo de desenvolvimento adotado pelo atual governo não respeita as populações tradicionais e o meio ambiente. Estamos vendo nossas terras ou o seu entorno sendo invadidos por PCHs, Hidrelétricas, estradas. Nossos direitos constitucionais não estão sendo respeitados, em nome de um suposto progresso que só beneficia grandes grupos econômicos e que atentam contra a nossa integridade física e cultural e afeta nossa dignidade humana.
Citamos como exemplo de violência que nossos povos e territórios estão sofrendo:
1- As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), construídas ao longo da bacia do Rio Branco, vem há décadas afetando 10 povos indígenas que vivem na Terra Indígena Rio Branco, no município de Alta Floresta do Oeste. A PCH Cascata, no Rio Pimenta Bueno atinge a terra indígena Tubarão Latundê, em Chupinguaia, construída em cima de três cemitérios antigos e afeta o território tradicional dos Aikanã, Cassupá, Salamãi, Massacá e Kwazá;
02- As hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio atingem os povos Karitiana, Uru-Eu Wau Wau, Kassupá, Karipuna, Kaxarari e os povos da região de Guajará-Mirim e Nova Mamoré. Repudiamos que toda pactuação para reparação ou compensação de danos causados por essas obras estão sendo feitas diretamente com a FUNAI , sem  a participação dos povos indígenas afetados.
03- Nessa região há presença de indígenas isolados, reconhecidos pela FUNAI, que podem estar sendo exterminados. Responsabilizamos a FUNAI, a União, os governos federal e estadual e as empresas responsáveis por esses empreendimentos por eventual genocídio desses povos isolados. Nenhuma medida de mitigação ou compensação diminui os prejuízos que já temos e que ainda teremos com esses empreendimentos.
04- Nosso repúdio contra a possível construção da Hidrelétrica de Tabajara, no rio Machado, que atingirá os povos Tenharin, Diahoi, povos isolados daquela região, Arara e Gavião da TI Igarapé Lourdes, além de outras populações tradicionais e Unidades de Conservação. Já fomos contra a construção dessa hidrelétrica no passado e continuaremos não permitindo mais essa violência contra nossos direitos.
05- De igual forma nosso repúdio à possível construção da Hidrelétrica Ribeirão, em Guajará- Mirim. Os povos indígenas daquela região já estão sendo afetados pela Hidrelétrica de Jirau. Agora o governo planeja mais uma hidrelétrica que alagará boa parte de Terras Indígenas daquela região.
06- Sabemos que estradas estão sendo projetadas, a exemplo da BR 080 e BR 421, para escoamento de produção dos grandes agropecuaristas. Não admitiremos que essas estradas passem nas Terras Indígenas ou no seu entorno, legalmente protegidos, para beneficiar esses grandes fazendeiros, em detrimento de nossos direitos constitucionalmente garantidos.
07- Não permitiremos que outras grandes obras como as hidrovias e a ferrovia transcontinental afetem, de uma ou outra forma, nossos territórios. Estamos cansados de ver nossos territórios e seus entornos serem invadidos por esses empreendimentos que só nos causam prejuízos de toda natureza.
Projetos Legislativos no Congresso Nacional
Como se não bastassem todos esses empreendimentos em execução ou projetados para essa região que afetam nossos territórios, o Congresso Nacional, através de sua bancada ruralista e evangélica, tem proposto uma serie de Propostas de Emenda Constitucional (PEC) e Projetos de Lei (PL) que rasgam nossos direitos garantidos na Constituição Federal de 1988; que nos desrespeitam como seres humanos, que ferem nossos territórios sagrados e que afrontam a nossa dignidade humana. Citamos alguns desses projetos:
1-    PEC/215/2000- transfere para o Congresso Nacional a competência para demarcar Terras Indígenas e as que ainda não tiveram seu processo demarcatório concluído, também devem passar pela aprovação do Congresso Nacional. Sabemos que se essa competência for transferida do Executivo para o Legislativo dificilmente teremos novas Terras Indígenas demarcadas.
2-    PEC 237/13 que permite a posse de Terras Indígenas por produtores rurais, através de concessão da União. Mais uma vez o agronegócio quer de toda forma diminuir nossos direitos e tomar posse de nossas terras, desta vez de forma legalizada.
3-    PL 1610/96 que regulamenta a mineração em Terras Indígenas. Nós povos indígenas só aceitamos discutir essa regulamentação dentro do PL Estatuto dos Povos Indígenas, conforme proposta pela CNPI.
4-    Portaria 303/12 da Advocacia Geral da União – interpreta de forma  abrangente, errônea e arbitraria as condicionantes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do caso Raposa Serra do Sol, estendendo a aplicação dessas condicionantes a todas as Terras Indígenas.
5-    Repudiamos a edição do Decreto 7957/13, por usar a Força Nacional para reprimir, massacrar e forçar as pesquisas em Terras Indígenas.
6-    Existem ainda outras afrontas como a PEC 38/99, a Portaria MJ 2498/11, a Portaria Interministerial 419/11, entre outras, que reduzem nossos direitos.
Diante de tudo, renovamos nossa indignação e nossos protestos e exigimos respeito aos nossos direitos tão duramente conquistados pela Constituição Federal de 1988 e Convenção 169 da OIT, e hoje ameaçados por aqueles que só sabem explorar as riquezas e os povos do nosso país.

Porto Velho, 11 de abril de 2013

Divulgação do Movimento dos Povos Indígenas dos Estado de Rondônia e Mato Grosso.

11
Nov

Seminário etnohistória, história indígena e educação: as possibilidades na escola – UFSC

O evento aconteceu nos dias 5 e 6 de novembro de 2012, na UFSC em Florianópolis. A coordenadora do LABHIN, Dra. Ana Lúcia Vulfe Nötzold, lembrou com muita felicidade que na data o observatório estava completando 14 anos, o mesmo possui  projetos de pesquisas junto às escolas indígenas Guarani, Kaingáng e Xocleng de Santa Catarina, com o apoio da Capes e do MEC professores e alunos deslocam-se até as comunidades para produzirem suas pequisas.

Helena Alpini Rosa, funcionária da Secretaria de Educação de Florianópolis e voluntária no observatório, comentou que será enviado um relatório para a Capes com os resultados das observações feitas em campo, apontando as necessidades e modificações que as escolas indígenas necessitam, levando em consideração as especificidades de cada etnia, apontando inclusive para uma modificação no calendário escolar devido a evasão dos jovens (maiores de idade), que precisam auxiliar os pais, indo trabalhar nos períodos de safras em frigoríficos do Estado, notaram que muitos precisam fazer um percurso de 3 horas diárias para trabalhar.

Dia 5 foi desenvolvida a oficina contando com a participação de alguns professores do ensino fundamental, médio e superior de Santa Catarina, graduandos da UFSC, e eu, graduanda em Antropologia da Universidade Federal de Pelotas e integrante do NETA – Núcleo de Etnologia Ameríndia da UFPel e do NECO – Núcleo de Estudos sobre Populações Costeiras e Saberes Tradicionais da FURG. Os professores presentes lamentaram que as escolas onde trabalham não os informaram sobre o Seminário, e ficaram sabendo do evento por terceiros.

seminario-labhin1Cátia Simone da Silva – Discente em Antropologia – UFPel

A oficina foi dividida em duas partes:

Pela manhã foi abordado temas sobre a Representação indígena.

Nesse momento foi apresentado um vídeo sobre representação dos indígenas, tratados temas sobre conceituação, legislação e sugestões de atividades lúdicas.

O vídeo apresentado, intitulado “Pluralidade Cultural”, desenvolvido pela TV Escola para ser abordado nas escolas públicas e privadas, está disponível através do MEC. Quem possuir interesse em adquirir para a sua escola, basta entrar em contato com o MEC.

Pela tarde foi tratado sobre a Lei 11.645

Nos informaram que o termo “índio” não é adequado, foi uma denominação dos colonizadores portugueses, e o termo correto é “indígenas”. Em Santa Catarina habitam as etnias Guarani, Kaingáng, Xocleng e Xetá, os três primeiros possuem terras demarcadas, mas os Xetá ainda não e vivem junto com  uma comunidade Kaingáng.

As professoras que estavam participando da Oficina e os pesquisadore(a)s do LABHIN comentaram que os livros trazem a história dos indígenas estereotipada dos séculos XVI e XVII e não o contexto do indígena atual, inclusive as imagens, descontruindo o que o professor está trazendo para construir a contemporaneidade.

A Profa. Ana Lúcia comentou que devido ao que é repassado nos livros, os professores continuarão reproduzindo aquela imagem do indígena do século XVI, no entanto, o professor pode trabalhar com o pior livro sobre a temática indígena e solicitar aos seus alunos reconstruirem a realidade do indígena do passado e a sua realidade na atualidade.

Já existem vários vídeos e livros para os professores trabalharem nas escolas, inclusive o vídeo documentário: Povos indígenas – conhecer para valorizar, promovido pela Secretaria do Estado do Rio de janeiro e o Museu do índio.

Sugestões de atividades didáticas sobre a temática indígena estão disponíveis no site do LABHIN, www.labhin.ufsc.br/seminario, nos sites institucionais www.socioambiental.org ,  www.museudoindio.org.br, www.funai.gov.br e www.funasa.gov.br/site .

Também foi comentado que na Constituição de 1922, na parte que trata sobre os indígenas, produzida por José Bonifácio Silva, já trata do branqueamento e todos se tornarem brancos brasileiros. E na Constituição Federal de 1988, nos artigos 231 e 232, muda aquela visão do período da ditadura e do SPI.

Jogos produzidos pelo LABHIN:

jogos-labhinCaminhando com os Kaingáng

jogos-labhin2Jogo da Memória Kaingáng

jogos-labhin1Dominó Kaingáng

Através dos jogos, o LABHIN está promovendo uma intervenção junto as escolas indígenas de ensino fundamental e médio de Santa Catarina, servindo como instrumento de transmissão da cultura ameríndia, preservando a etnohistória, vidas e costumes, cultura material e a história dos povos indígenas do Estado. No entanto, eu observei que os jogos são mais da etnia Kaingáng, senti a falta de jogos sobre a cultura Guarani, Xocleng e Xetá.

Em conformidade com a Lei 11.645, os jogos também servem de apoio aos professores das redes de ensino do país. Pedidos e informações sobre livros e jogos produzidos pelo LABHIN podem ser obtidos através do fone: (48) 3721-9642 ou labhin@live.com.

seminario-labhin2

Na foto encontram-se as Profa(s).  do ensino médio Gislane e Izabel entre outras professoras que também participaram das atividades lúdicas desenvolvidas nesta tarde.

Dia 6 de novembro aconteceu o Seminário, entre os participantes também encontravam-se os estudantes ameríndios da UFSC, representantes  e lideranças indígenas do Estado de Santa Catarina.

Na  parte da manhã os doutorandos e mestrandos integrantes do LABHIN  apresentaram aos participantes os seus trabalhos desenvolvidos sobre à temática indígena, na foto abaixo encontram-se, da esquerda para à direita Sandor, Carina, Jeniffer e Luana.

seminario-labhin

À tarde na mesa sobre Etnoterritorialidade e Educação: estavam presentes o Prof. Lúcio Tadeu Mota – UEM: Universidade de Maringá/PR, o Sr. Getúlio Narcizo – Prof. Kaingáng, Sr. Wanderlei Cardoso Moreira – Prof. Guarani, Sr. João Criti – Prof. Xokleng e o Doutorando Clovis Antonio Brighenti como mediador.

Após foi lançado o livro: Etnohistória, História Indígena e Educação: contribuições ao debate. O livro é um apanhado das pesquisas desenvolvidas pelos integrantes do LABHIN junto aos povos indígenas do Estado de Santa Catarina.

Todo o material apresentado pela coordenação e alunos integrantes do LABHIN estão disponibilizados em www.labhin.ufsc.br/seminario

Texto por Cátia Simone da Silva
Discente Bacharelado em Antropologia da UFPel
Integrante do NETA – Núcleo de Etnologia Ameríndia UFPel e
NECO – Núcleo de Estudos sobre Populações Costeiras e Saberes Tradicionais/FURG.

21
Sep

I Encontro Regional de Educação Escolar Quilombola

Encontro Regional Educação Escolar Quilombola

Fonte: http://educacaoescolarquilombolars.blogspot.com

Enviado por: Leandro Haerter
Integrante do NETA – Núcleo de Etnologia Ameríndia – UFPel

10
Feb

Povo Indígena do RS conquista representatividade na Secretaria de Educação

A comunidade indígena do Estado do Rio Grande do Sul obteve mais uma conquista na construção de políticas públicas para os povos indígenas e para a efetivação de uma proposta político-pedagógica para as Escolas Indígenas, nesta segunda-feira (07). O secretário de Estado da Educação, Jose Clovis de Azevedo, convidou o índio e professor João Maria Fortes para trabalhar na Secretaria, no Departamento de Gestão da Aprendizagem (DGA/DP), ao lado do assessor Rodrigo Veenzon, que é responsável pela Educação Indígena da Seduc.

O convite ocorreu durante audiência com representantes do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEPI) – órgão vinculado a Secretaria de Justiça e Desenvolvimento Social – que apresentaram para o secretário Azevedo diversas demandas relacionadas à educação indígena. De acordo com a coordenadora executiva do CEPI, Sonia Lopes dos Santos, um dos principais problemas enfrentados pelos povos indígenas é a falta de espaço do índio no debate para as políticas públicas. Entre as solicitações: regularização das Escolas Indígenas; criação por parte da Seduc de um conselho estadual escolar indígena; implantação de um plano de carreira para o magistério indígena; realização de concurso público específico e diferenciado para os professores e funcionários das escolas indígenas; construção e ampliação das escolas e o cumprimento, por parte do Estado, ao direito indígena a uma educação específica e diferenciada orientada por uma equipe de gestores qualificada.

Diante das demandas apresentas, o secretário convidou o professor João Maria para integrar a equipe da Seduc, tendo como uma das primeiras tarefas o levantamento detalhado das escolas que necessitam de regularização. O novo colaborador também vai participar junto com o Departamento Pedagógico (DP) na reformulação da proposta político pedagógica para as escolas indígenas. O professor João Maria Fortes foi presidente da Associação dos Professores Bilíngüe Kaingáng e Guarani (APBKG), também atuou no Núcleo de Educação Indígena do Estado. E atualmente é estudante do curso de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Participaram da reunião os caciques: Luis Salvador da comunidade Indígena Rio dos Índios no município de Vicente Dutra, Selso Jacinto da comunidade Kaingáng de Irai, Antônio Moreira da comunidade Rio da Várzea no município de Liberato Salzano, e a chefe de gabinete da Seduc Simone Mosna Demoly.

Fonte:  http://wp.me/prAPz-6a

Enviado por:
Vanderlise Barão – Arqueologia / LEPAN – FURG e Alessandro Lopes – Antropologia – UFPel

27
Oct

Blogs são importantes ferramentas educacionais

Pesquisa revela que o uso dos blogs educacionais ainda é muito tímido, principalmente em Pernambuco

Por Mayara Renata

O blog é uma ferramenta simples que possui várias possibilidades de uso, permitindo desde a divulgação de informações, imagens e vídeos, à formação de grandes redes de interação na internet. Uma dessas possibilidades, entretanto, não vem sendo muito explorada: a de instrumento reforçador da educação. Essa é a conclusão da pesquisadora Diana Pessoa, mestre em educação defendida pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Os blogs funcionam como um canal de comunicação entre professores e alunos, permitindo uma maior aproximação entre eles, devido à sua informalidade. “Muitos alunos têm vergonha de falar em sala de aula, mas quando entram na internet interagem, conversam e se expressam melhor. Além disso, quando sabem que seus exercícios e tarefas serão lidos por seus colegas e outros internautas, eles se esforçam mais”, afirma Diana.

A pesquisadora considera importante que os blogs tenham uma linguagem acessível e se mantenham atualizados, para atrair e manter o interesse e interação espontânea com os alunos. Ela explica que, na maioria das vezes, os estudantes se manifestam somente quando solicitados ou obrigados. “Se um blog tem uma linguagem mais rebuscada, a tendência é só outros professores acessarem”, explica ela.

Diana revela que, em Pernambuco, o uso dos blogs educacionais é muito tímido, se comparado aos estados do Sul e Sudeste. Nessas regiões, não só os alunos, como também os pais participam ativamente. A pesquisadora observa ainda que não há diferenças significativas entre blogs de escolas públicas e privadas. A análise evidenciou também que os blogs oferecem múltiplas possibilidades educacionais. Podem criar redes de pesquisa de diversos conteúdos, possibilitar a troca de experiências entre professores, e divulgar os chamados web fólios, trabalhos e pesquisas de professores e de alunos.

Apesar dessas possibilidades, ainda há uma grande resistência por parte dos professores, principalmente os que não têm muita intimidade com computadores. “Não adianta só dar computadores sem apresentar as potencialidades da ferramenta aos professores. Eu conheço várias pessoas que ganharam o notebook e nem sabiam ligar a ‘coisa’, ou venderam ou deram aos filhos”, comenta. Os professores da rede estadual de Pernambuco receberam incentivos financeiros para a compra do aparelho, por meio do programa Professor Conectado.

Formada em Análise de Sistemas e com especialização em Informática Educacional, Diana decidiu pesquisar os blogs educacionais após perceber um grande abismo entre os educadores e os especialistas em informática. “O pessoal de educação é muito resistente à informática, e o pessoal de informática, à educação. Há professores que nem possuem e-mail”, explica.

Para a realização da pesquisa, Diana dividiu os blogs em quatro grupos: informativos, interativos/educativos, escolares/educacionais e diversos. Em seguida foi feita uma análise de seus funcionamentos, que indicou ser possível o uso dos blogs como ambientes virtuais de ensino e aprendizagem.

Fonte: www.coletiva.org

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