Categoria ‘Gênero’ Antropologia

30
Jun

Divulgação da Chamada Pública CNPq/MDA/SPM-PR No. 11/2014

Prezado(a) Professor(a),

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT), apoia o desenvolvimento sustentável dos territórios rurais a partir de três elementos fundamentais: o território (espaço e sociedade), a institucionalidade territorial (participação e representatividade) e a articulação de políticas públicas no território. Para tanto, os 239 territórios rurais homologados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (CONDRAF) foram orientados a constituírem uma nova institucionalidade, o Colegiado Territorial, constituído por organizações da sociedade civil e do poder público, sendo o espaço de diálogo e de integração de atores na realização da gestão social do desenvolvimento territorial.

Em 2013, o MDA firmou parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e 10 Universidades Públicas (federais e estaduais) e Institutos Federais em 8 Estados da Federação para a constituição de 56 Núcleos de Extensão em Desenvolvimento Territorial (NEDET) para desenvolver atividades de extensão e pesquisa em suporte aos Colegiados Territoriais, visando qualificar suas ações de planejamento, avaliação, assistência técnica e monitoramento.

Em 2014, há expectativa de firmarmos parcerias com outras instituições de ensino para a implementação de NEDETs na totalidade dos territórios rurais e territórios da cidadania que atualmente fazem parte do escopo da política de desenvolvimento territorial.

Neste sentido, contamos com colaboração desta instituição na divulgação da Chamada Pública CNPq/MDA/SPM-PR Nº 11/2014, vigente e em anexo, que trata do “Apoio à implantação e manutenção de Núcleos de Extensão em Desenvolvimento Territorial”.

Se houver necessidade de informações adicionais, estamos à disposição, sendo o ponto focal Dorotea Blos (dorotea.blos@mda.gov.br) no telefone (61)2020.0364.

Atenciosamente,

Betty Rocha
betty.rocha@mda.gov.br
(61) 2020 0355
(61) 9333-8928

Coordenação Geral de Monitoramento e Avaliação
Secretaria de Desenvolvimento Territorial

22
May

UFRPE realiza seminário sobre transversalidade de gênero na pesca e aquicultura em Brasília

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) promoveu, no último dia 17 de maio, em Brasília, na sede do Ministério da Pesca e Aquicultura, o II Seminário Institucional do projeto  Ação para consolidar a transversalidade de gênero nas políticas públicas para pesca e aquicultura do MPA. Na ocasião, a professora Maria do Rosário, coordenadora do projeto, lança o livro Gênero e pesca artesanal, fruto das ações de pesquisa do projeto.
Durante o evento, foram discutidos os resultados do projeto, por meio do qual foram analisados aspectos ligados à saúde, ao trabalho e à alimentação de pescadoras artesanais de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Pará e Santa Catarina. Foram entrevistadas 72 mulheres, e o diagnóstico, entre outros achados, revela a falta de informação sobre os direitos trabalhistas, e as sequelas das más condições de trabalho.
Na abertura, estiveram presentes  o ministro em exercício do MPA, Átila Maia da Rocha; o coordenador geral de Planejamento e Ordenamento da Pesca Artesanal Continental – CGPAC/ MPA, Sergio Mattos;  a coordenadora do evento e professora da UFRPE, Maria do Rosário de Fátima Andrade Leitão; a representante do Ministério do Trabalho, IDT-SINE, Fortaleza-PE, Julia Torres Colares; a representante do CNPq, Mariomar Teixeira; e as representantes das colônias de pescadoras Joana Mousinho e Natercia Mignac.
A coordenadora, professora Rosário Andrade (UFRPE), socializou informações sobre o projeto e a dinâmica do evento, ocasião em que também lançou o livro Gênero e Pesca Artesanal, uma síntese do processo de interlocução entre pesquisadores, pescadoras/es, movimentos sociais e poderes públicos sobre políticas públicas para mulheres na pesca artesanal, a partir de três eixos de reflexão: trabalho; saúde; alimentação.
Confira as fotos do evento abaixo.
http://www.ufrpe.br/noticia_ver.php?idConteudo=10891

Mª do Rosário de Fátima Andrade Leitão
Profa. Dra / DECISO-UFRPE
(81) 9998-1925 / (81) 3320-6587

Enviado pelo prof. Dr. Rogério Rosa
Curso de Antropologia UFPel
Coordenador do NETA – Núcleo de Etnologia Ameríndia

4
May

O que esperar do Supremo na decisão da união civil gay?

Nesta quarta-feira o Supremo começa a decidir se a União Civil homossexual será permitida no Brasil.

O Supremo marcou para esta quarta-feira, 4, a discussão em Plenário de dois assuntos que interessam diretamente a população LGBT brasileira. Um dos processos pode permitir a união civil entre homossexuais no Brasil; outra discussão atinge a comunidade transexual, já que os Ministros também vão decidir se as cirurgias de mudança de sexo devem ou não ser pagas pelo SUS. A discussão da pauta sobre União Gay não será fácil, já que permitir a união civil entre homossexuais e reconhecê-las como entidade familiar poderia ferir um dos artigos da Constituição, o parágrafo terceiro do artigo 226 que diz que “para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar”. O Supremo pode, inclusive, decidir que cabe ao Congresso a pauta da união civil _ isso é, que os Deputados e Senadores terão que propor e votar pela mudança do artigo 226 e não os Ministros do Supremo _ ou ainda se cabe ao Supremo se antecipar aos deputados e garantir a união civil até que o Congresso resolva a questão em definitivo (como aconteceu no estado da Califórnia). Corre nos corredores do Supremo essa decisão como a mais provável. No mínimo, os Ministros assegurarão alguns direitos aos casais homossexuais, como o de herança e previdência, confirmando as várias decisões já dadas em instâncias inferiores da Justiça brasileira.

Fonte:
antropoblogando.blogspot.com/2011/05/o-que-esperar-do-supremo-na-decisao-da.html

Democratizando acessos: Boletim da Rede de Estudos Rurais
www.redesrurais.org.br

24
Apr

GÊNERO E FEMINILIDADES EM CIRCUITOS TRANSNACIONAIS

Dia 29 de abril de 2011
19h no Salão Imembuí – Prédio da Reitoria

Phd  Shirley Tate – (Lancaster University,UK)
Prof. Dra. Ceres Kerem Brum  – Professora do Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais UFSM
Prof . Dra. Debora Leitão – Professora do Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais Ciências Sociais UFSM

GEPACS – Grupo de Estudos e Pesquisas em Cultura, Gênero e Saúde / UFSM

Enviado pelo prof. Dr. Francisco Pereira Neto/Antropologia – UFPel

21
Apr

Seminário Internacional Rotas Críticas III: situações limite decorrentes de violências de gênero

dias 25, 26 e 27 de maio/2011 Porto Alegre/RS – Brasil

Rotas Críticas III

O Seminário Internacional Rotas críticas III – situações limite decorrentes de violências de gênero – objetiva oportunizar trocas de experiências, reflexão crítica e busca de estratégias para o enfrentamento de violências e situações limite decorrentes de sistemas de gênero. É voltado para estudantes, profissionais, pesquisadores, trabalhadores e operadores dos campos da saúde, ciências jurídicas, sociais e humanas.

A iniciativa do evento é do Grupo de Estudos de Saúde Coletiva (GESC) ligado ao Curso de Análise de Políticas e Sistemas de Saúde da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e ao Programa de Pós-Graduação (PPG) de Enfermagem da mesma instituição.

Coordenação: Stela Nazareth Meneghel, Marta Júlia Marques Lopes e Izabella Barison Matos
Secretária Executiva: Camila Reinheimer
Programação Cultural: Vivian Costa da Silva

Mais informações: paginas.ufrgs.br/rotascriticas

Enviado por Yasminsol
Graduanda em Bacharelado de Antropologia / UFPel

26
Mar

Virei índia na aldeia – Causos e Histórias dos servidores do IBAMA

Por Carla Maria Casara – Ibama/Sede

Fui convidada para dar uma palestra sobre Relações Interpessoais, o chefe gostou e disse que eu trabalharia na área de Recursos Humanos. Esse foi meu início no Ibama, na fiscalização. Comecei com cursos volantes. Saíamos eu, dois agentes e a procuradora em uma caminhonete por todo o Brasil. Ficávamos dois dias em cada escritório. Houve dias em que não encontrávamos hotéis e dormíamos no carro. Em outros dias, havia o que chamavam de hotéis, e era melhor dormirmos no carro.

Ao longo do tempo, além de treinar os fiscais, eu também capacitava agentes ambientais voluntários. Um dos treinamentos aconteceu na Reserva Indígena do Xingu, para os chefes indígenas de todas as tribos da reserva. Foram apenas 12 dias, mas o que vivi modificou completamente minha vida.

Os hábitos culturais são muito diferentes, mas tentávamos nos adaptar aos costumes locais. Havíamos levado nossa comida, que acabou rapidamente, pois os índios sempre a pegavam em troca de algo. Então, comíamos junto com eles. Peixe assado, legumes, tapioca e o que mais nos fosse servido. Tinha também água de arroz. Colocavam na cuia com a mão suja, nos davam e bebíamos. Quanto ao banho, era no rio.

Era no rio para os meus companheiros de trabalho. No primeiro dia, vesti um biquiní e fui para a água. Para minha surpresa e espanto, quando me dei conta, estavam todos os índios da aldeia em volta do rio me vendo tomar banho. Quase morri de vergonha. A partir daí, não voltei mais ao rio. Esquentava a água, entrava em um cubículo e tomava banho de caneca. Bem, não sei se poderia chamar de banho, mas era o que de melhor eu conseguia para manter ainda um pouco de minha intimidade.

Durante esses dias, recebi pedido de casamento de cacique, que já era casado com duas irmãs, e me ofereceu maloca, apartamento na cidade e carro. Não foi difícil resistir à oferta.

Nessas duas semanas em que ensinava para eles a preservação ambiental, além do céu estrelado e dos sons da natureza, o que mais me marcou foi a tradicional Festa das Mulheres, onde não entrava homem, à exceção do cacique, do pajé e de algum convidado do chefe da aldeia.

A festa começa no final da tarde e segue até à noite. Dentro da maloca fechada, apenas a luz de uma fogueira. Durante a festa, elas cantavam, dançavam e gritavam. É o poder e o momento do feminino na floresta. Elas comandavam todo o ritual. Aprendi os passos e entrei no ritmo. Dançávamos abraçadas e eu fazia os mesmos gestos e sons. Estava usando os mesmos colares e a mesma pintura. Cabelos soltos. Me senti poderosa. Parecia em transe.

Quem tentava invadir aquele momento sagrado, elas pegavam, jogavam no chão ou contra a parede e batiam. Em determinado momento, um jornalista tentou entrar no recinto. Quando o intruso tentou fugir, corri atrás e ajudei a bater. Eu tinha o apoio delas. Naquele momento eu não era apenas uma branquela em terra estranha. Eu era índia.

Aprendi o que é união. E a defender o nosso espaço.

Ao término do curso, pegamos um avião da Funai. Durante o voo, houve uma tempestade e o avião fez um pouso de emergência num campo de futebol. Contrariando minha própria expectativa, fiquei tranquila. Cheguei em casa com a roupa do corpo e colares que os índios haviam trocado por outras peças de roupa e até pela mala. No meu retorno, tive dificuldade em voltar a dormir na cama.

Sentir o poder ancestral do feminino num rito sagrado fez despertar em mim uma força que até então eu desconhecia. A partir de então essa força tem me guiado em muitos momentos de minha vida.

Fonte:
Acontecido! / Ibama. Brasília, 2009.

15
Feb

Projeto pretende ampliar inclusão da mulher em Alagoas

mulheres
Mulheres de 20 municípios serão capacitadas cpara ampliar políticas femininas no Estado

Por: Marina Ferro

A manhã desta segunda-feira (14) foi marcada pelo lançamento do projeto Vozes Femininas. Com o objetivo de ampliar a inclusão feminina na política de Alagoas, cerca de 80 mulheres participarão, durante toda a semana, do curso de capacitação, que acontecerá na Praia do Francês. A iniciativa é da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, em convênio com a Secretaria Especial de Política para as Mulheres da Presidência da República.

A capacitação será marcada por palestras de técnicas da ONU que atuam em Petrolina e por representantes da Rede Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos, com temas sobre feminismo, raça/etnia e história da mulher, entre outros.

De acordo com a secretária Kátia Born, esse evento é importante para a preparação das mulheres na sua organização política. “As participantes desse projeto são vereadoras, integrantes do projeto Mulheres da Paz e representantes de associações ligadas à mulher. É diversificado, mas todas com o mesmo objetivo: de torná-las políticas”, disse. “Hoje, no cenário político, quem não tiver organização, não se elege. A inserção das mulheres nesse cenário é de grande relevância para a luta de seus direitos como cidadãs”, ressaltou a secretária.

“Esse curso é uma grande ajuda para o empoderamento político das mulheres, abrindo caminhos para que nas próximas eleições saibam a importância de serem incluídas na política do Estado. Isso engrandece a democracia do nosso país”, disse a superintendente de Promoção dos Direitos e de Políticas da Mulher, Solange Viégas.

A criadora do projeto, Ângela Brito, disse que essa capacitação é especialmente para prepará-las para o mundo político, podendo eleger ou serem eleitas. “O eleitorado feminino no Estado é de 54,2%. Esse número mostra a grande quantidade de mulheres que elegem e as poucas que são eleitas. Precisamos de uma participação efetiva feminina nessa política”, disse.

Vozes Femininas

O projeto foi elaborado em 2008 por sua atual instrutora, Ângela Brito, com o intuito de pesquisar e trabalhar as questões ligadas às mulheres em cada município do Estado. Após aprovação em Brasília, o projeto passou a ser executado pela Superintendência de Promoção dos Direitos e de Pólíticas para a Mulher, vinculada à Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos.

Fonte: mulherecidadania.al.gov.br/sala-de-imprensa/noticias/2011/02-1/projeto-pretende-ampliar-inclusao-da-mulher-em-alagoas

14
Feb

Lei Maria da Penha

Segue a cartilha sobre a Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, ela foi criada em 7 de agosto de 2006, após vários anos de luta da protagonista  Maria da Penha, que sofria agressões de seu companheiro, um professor universitário, as duas tentativas de homicídio por parte dele levaram-na a atuar em movimentos contra a violência e em defesa das mulheres.

Fonte: www.mulherecidadania.al.gov.br/sala-de-imprensa/noticias/2011/02-1/legislacao/leimariadapenha.pdf

Por Cátia Simone da Silva
Discente Bacharelado em Antropologia – UFPel