Categoria ‘Meio Ambiente’ Antropologia

17
Dec

Contratação de antropólogo(a)

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Prezado (a)

Estamos dando início ao novo processo seletivo para contratação de antropólogos(as) para trabalho no Estado do MA, em anexo, no edital, enviamos maiores informações. Pedimos que aqueles que tenha  interesse, se manifestem até 20/12, encaminhando currículo com contatos atualizados.

Precisamos também de assistentes na área de meio ambiente e para pesquisa documental, a preferência é para pessoas do Estado do MA.

As atividades tem previsão de início já no mês de janeiro/2013.

Atenciosamente, Anabel de Lima

ECODIMENSÃO – Meio Ambiente e Responsabilidade Social
contato@ecodimensao.com.br
www.ecodimensao.com.br

14
Sep

WORKSHOP INSUMOS PARA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL – EMBRAPA Pelotas/RS

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A crescente demanda por alimentos, biocombustíveis e fibras reforça a importância da agricultura brasileira no cenário mundial. Contudo, a produção agrícola depende da oferta de insumos, os quais, em sua maioria são importados. Isso fragiliza o posicionamento do Brasil em relação à sustentabilidade de sua produção agrícola e colocam um desafio na prospecção de soluções alternativas neste setor. Neste contexto, a Embrapa Clima Temperado, desde 2004, vem qualificando e ampliando a geração de conhecimentos e a disponibilização de tecnologias com ênfase ao desenvolvimento de novos insumos para a agricultura a partir do aproveitamento de resíduos e coprodutos de processos agroindustriais e da mineração.
A Embrapa Clima Temperado, reconhecendo a importância estratégica do tema e, considerando os recentes avanços de conhecimento nesta temática obtidos por diversos grupos de pesquisa e instituições, organiza o “Workshop Insumos para Agricultura Sustentável”, a ser realizado entre os dias 27 a 29 de novembro de 2012.
O referido evento reunirá cientistas, produtores, empresários, professores, acadêmicos, especialistas na área e autoridades para apresentar e discutir resultados de pesquisa e extensão, aspectos tecnológicos, industriais, mercadológicos e políticos relacionados à diversificação da matriz de oferta de matérias-primas e processos tecnológicos para a cadeia de produção de insumos.

Data: 27 a 29 de novembro de 2012.
Local: Embrapa Clima Temperado, Pelotas/RS

Faça já a sua incrição, pois as vagas estão limitadas.

Acesse o site da Embrapa para obter mais informações: http://www.cpact.embrapa.br/eventos/2012/workshop_insumos/index.php

31
Jul

Projeto Quintais Orgânicos de Frutas da Embrapa: desenvolvimento sustentável para as comunidades tradicionais

Por: Cátia Simone da Silva

Sou estudante do 6º. semestre do curso de Antropologia da UFPel, e fiquei sabendo do Projeto Quintais Orgânicos de Frutas através do Sr. Alberi, engenheiro agrônomo da Embrapa, pois fomos colegas no curso sobre “Patrimônio Alimentar: Aportes Teóricos, Metodológicos para o Estudo do Rural”, coordenado pela Profa. Dra. Renata Menasche e promovido pelo Departamento de Antropologia e Arqueologia do Instituto de Ciências Humanas da UFPel.

Na época conversando com o Sr. Alberi, expliquei que possuia contatos com algumas comunidades indígenas e perguntei se ele sabia de algum projeto da Embrapa relativo a desenvolvimento sustentável para as “comunidades tradicionais”,  ele me falou sobre o “Projeto Quintais Orgânicos”, e as “Sementes Crioulas”.

O projeto Quintais Orgânicos da Embrapa Clima Temperado de Pelotas, e coordenado pelo Eng. Agrônomo Dr. Fernando R. Costa Gomes, tem o apoio da Eletrobras e da CGTEE e serve como “Contribuição para a segurança alimentar em áreas rurais, indígenas, e urbanas”, o Sr. Fernando Gomes, disse-me “O objetivo do pomar é fornecer frutas de janeiro a dezembro,  pois quando uma qualidade de fruta termina, outra planta já está produzindo”.  Além das vitaminas e nutrientes, elas possuem propriedades medicinais importantes à saúde humana.

Os Estados atendidos pelo projeto são o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e também o Uruguai, perfazendo 113 municípios e beneficiando 42.000 pessoas. Os pomares são destinados às comunidades indígenas, quilombolas, pequenos produtores rurais, assentados, e também são implantados em escolas como pomar didático.

Hoje são distribuídas 19 espécies diferentes de frutíferas, tais como amora-preta, araçá, araticum, caqui, cereja, figo, goiaba, guabiju, guabiroba, laranja, pêssego, pitanga, romã entre outras, algumas bem exóticas e difíceis de serem encontradas aqui na região, mas que se adaptam bem ao clima e ao solo, como é o caso da jabuticaba, uvaia…

No pomar orgânico, como o próprio nome diz não é utilizado nenhum agrotóxico na sua produção e as recomendações antes do plantio é apenas o uso do calcário na terra, e para a manutenção das plantas deve-se utilizar produtos naturais encontrados na própria propriedade rural, tais como estercos curtidos de aves, porcos…, e outros compostos orgânicos.

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Entrega das mudas aos indígenas da Aldeia Irapuá

O Eng. Agrônomo Dr. Fernando Gomes, decidiu atenciosamente que levaríamos primeiramente mudas de araucárias para as famílias indígenas que eu conhecia. Na foto acima está o Sr. Carlos Eloi da Embrapa, o cacique Sr. Silvino, eu e demais mbyás-guaranis arrumando as araucárias numa sombra, para depois serem plantadas na Tekoa Irapuá,  localizada na margem esquerda da BR 290 passando Caçapava do Sul, precisamente no Km 299.

O cacique Sr. Silvino disse-me que  vivem no local cerca de 13 famílias, totalizando em média 60 pessoas, encontrando-se em número maior as crianças, o número de pessoas varia devido a mobilidade que lhes é própria, podendo  aumentar ou diminuir.

Os mbyá utilizam para subsistência a agricultura familiar, a produção e vendas de artesanatos e apresentações culturais do coral Mirim, onde através da música e dos artesanatos expressam a sua cultura e sociocosmologia. Ver o meu artigo “Arte e territorialidade dos mbyá-guarani da Tekoa Irapuá de Caçapava do Sul”, apresentado no II Fórum Internacional da Temática Indígena/UFPel.

Após, levamos mudas de araucárias para moradores do Assentamento União em Canguçú, e em alguns meses quando retornamos com os insumos para a preparação da terra onde seriam plantados os pomares, pude perceber as araucárias grandinhas e bem cuidadas, revestindo-se de muita satisfação para mim e os estagiários da Embrapa ao vermos o bom desempenho das famílias em plantarem e cuidarem as mudas.

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Gustavo, Cátia e Leonardo

Essa foto é do dia 24 de julho de 2012, na frente de um dos viveiros na Embrapa da Cascata em Pelotas/RS. O responsável técnico pelo Projeto é o Gustavo Andrade, que supervisiona os estagiários, auxiliando-os desde o plantio das sementes, manutenção das mudas, até à entrega. Na ocasião estava me repassando as mudas de frutíferas que foram levadas para as três famílias de agricultores descendentes de guarani e kaingang, à Sra. Maria de Lourdes da Silva,  o Sr. Davi Alves de Moura, e seu filho Gilmar Alves de Moura, moradores do Assentamento União, em Iguatemi no Quinto Distrito de Canguçú, Rio Grande do Sul/Brasil.

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Sr. Davi, sua esposa Geni e Cátia

O meu interesse de pesquisa e trabalho é junto às comunidades tradicionais. Na foto acima está uma das famílias  beneficiadas, são agricultores, o Sr. Davi Alves Moura é orgulhoso de ser descendente de guarani,  o trabalho agrícola é a principal fonte de subsistência da família, juntamente com a criação diversificada de animais.

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Ramão, Leonardo e Maria de Lourdes

Para a entrega dos pomares foram os estagiários Leonardo Fonseca, estudante de Agronomia da UFPel e Ramão Timm, estudante do curso de Agropecuária do CAVG, os quais forneceram as orientações técnicas e as identificações das plantas, explicando aos beneficiários sobre o plantio, distanciamentos e a utilização das árvores nativas: arueira e guajuvira como quebra-vento, todas as mudas são fornecidas pelo projeto.

Para o plantio foi fornecido um mapa o qual deve ser observado a orientação do nascer do sol, onde será plantado a primeira fileira levando em consideração o porte da árvore quando adulta, sendo plantadas nessa primeira fileira a cerejeira, o pessegueiro e o caqui, e assim sucessivamente as demais frutíferas, para que a sombra de uma árvore não atrapalhe o desenvolvimento das demais.

Cabe salientar que esses dados não são uma regra fixa, é apenas uma forma de orientar o produtor, e é claro que tudo pode ser relativizado de acordo com o formato do terreno e a área disponível e também conforme o critério e interesse de cada um. O interessante disse Leonardo “Que o pomar fique perto para a sua manutenção e também na hora da visita os técnicos possam observar as plantas sem precisar procurá-las”.

Uma das características das comunidades tradicionais, é o conhecimento aprofundado sobre a natureza e seus ciclos, direcionando o manejo dos recursos naturais, e a Sra. Maria de Lourdes uma das beneficiadas comentou: “Agora não dá para plantar as mudas, pois estamos na lua nova, se plantar nessa lua a fruta sai azeda, mas dia 26 já vai mudar para a crescente, e então eu vou plantar, pois nessa lua dá frutas doces”.

Como explica Manuela Carneiro da Cunha (2009), os “saberes tradicionais” são locais, diferentes dos científicos que são universais, não é um saber fechado, acabado, mas está em constante processo de investigação e resignificação, sendo passado de uma geração para outra através da oralidade.

Durante os contatos que mantive com os grupos ameríndios, sempre atuei como explica Roberto Cardoso de Oliveira (2004), através da “antropologia da ação”, onde o “antropólogo orgânico” na busca de conhecer a cultura do outro não consegue ficar sem agir, através da “ética discursiva”, intervindo mas sempre de acordo com a cultura do outro,  preocupado com a moral e a ética, e com a boa qualidade de vida das pessoas as quais está trabalhando, respeitando os desejos e interesses dos seus interlocutores.

Referências bibliográficas:

CUNHA, Manuela Carneiro da. Cultura com aspas. “Relações e dissensões entre saberes tradicionais e saber científico”: COSAC NAIFY, 2009.

OLIVEIRA, R. C. de. O mal-estar da ética na Antropologia prática. In: OLIVEN, R. G.; MACIEL, M. E.; ORO, A P. (org.). Antropologia e ética: o debate atual no Brasil, Niterói: Eduff, 2004.

24
May

Até o Chico Bento está pedindo: “Veta o código florestal dona Dirma!”

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Fonte:  http://www.brasiloeste.com.br/2012/05/ate-o-chico-bento-esta-pedindo-veta-o-codigo-florestal-dona-dirma/

15
Feb

Chamada para envio de resumos para o IV ENANPPAS

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Atendendo a pedido de muitos membros da comunidade pesquisadores da ANPPAS e visando um encontro amplo, abrangente e proveitoso, a comissão organizadora do VI Encontro Nacional da ANPPAS resolve estender a data limite para envio de resumos. A nova data passa a ser 28 de fevereiro de 2012. Neste período os participantes que já enviaram seu resumo, poderão fazer modificações e substituições livremente em seus trabalhos. A ANPPAS espera com estas medidas realizar um encontro histórico na região norte do país. Não perca essa oportunidade!!

O ENANPPAS é um evento organizado pela ANPPAS (Associação Nacional de Pós- Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade) a cada dois anos e que reúne a comunidade interessada em estudos e pesquisas em Ambiente e Sociedade. Os encontros nacionais da ANPPAS são fóruns importantes de discussão e de comunicação entre os pesquisadores, profissionais e estudantes que integram nossa comunidade.

Ver mais detalhes no link: http://www.anppas.org.br/encontro6

Outras datas importantes:
05/03/2012 – Divulgação no site das propostas aprovadas de resumos expandidos
22/06/2012 – Prazo para submissão de trabalhos completos para os GTs

Grupos Temáticos:
GT01 – Turismo, Ambiente e Sociedade
GT02 – Espaços socioambientais, mediação e conflitos rurais
GT03 – Políticas públicas e meio ambiente
GT04 – Mudanças ambientais e agravos à saúde humana
GT05 – Alternativas comunitárias de conservação da bio e sociodiversidade
GT06 – Sociedade, Ambiente e Educação
GT07 – Sociedade, Mercado e Sustentabilidade
GT08 – Mídia e Ambiente
GT09 – Água: território, democracia e governança
GT10 – Teoria Social e Meio Ambiente: avanços e desafios
GT11 – Mudança climática e as cidades
GT12 – Sistema de uso comum de Recursos Naturais: dinâmica social e política
GT13 – Meio Ambiente e Consumo
GT14 – Desenvolvimento, Meio Ambiente e População
GT15 – Relações Internacionais e Meio Ambiente
GT16 – Direito Ambiental e Ordenamento Territorial
GT17 – Energia e Meio Ambiente
GT18 – Territórios e Usos da Terra na Amazônia

Universidade Federal do Pará
Rua Augusto Corrêa, nº 1 – Cidade Universitária Prof. José Silveira Neto – Guamá
Setor Profissional CEP: 66075-900 Belém-Pará-Brasil
Web:  http://www.anppas.org.br/encontro6/

15
Jan

Vídeo Movimento Gota d´água

Um vídeo produzido por um grupo de artistas brasileiros contra a construção da Usina Belo Monte. Vamos assistir o vídeo e ajudar a construir um mundo melhor, mais digno e humano; visitando o site http://www.movimentogotadagua.com.br/assinatura e assinando a petição.

Unindo forças poderemos fazer com que os interesses dos cidadãos sejam respeitados. “Muitas gotas juntas podem formar um oceano!”

Por: Cátia Simone da Silva
Discente Bacharelado em Antropologia/ UFPel

25
Dec

Veta Tarso: As queimadas são inconstitucionais!

Então é natal e digníssimos 28 deputados (as) votaram sim ao inconstitucional PL 175/2011 que libera as queimadas no RS. Sim, no RS como um todo. Desses “papais-noéis” incendiários, dois deles são aqui da nossa região, quais sejam: Catarina Paladini (PSB) e Pedro Pereira (PSDB). Inclusive Catarina é de Pelotas e parece que se esqueceu da bandeira de juventude, pois vai deixar um legado “amargo” pra elas. O riograndino Alexandre Lindenmeyer (PT)  e a pelotense Miriam Marroni(PT) foram nossos únicos representante da região que votaram a favor da biodiversidade.

CAPÍTULO IV DO MEIO AMBIENTE
XIII – combater as queimadas, responsabilizando o usuário da terra por suas conseqüências;

XIII – combater as queimadas, ressalvada a hipótese de que, se peculiaridades locais justificarem o emprego do fogo em práticas agropastoris ou florestais, ocorra permissão estabelecida em ato do poder público municipal, estadual ou federal circunscrevendo as áreas e estabelecendo normas de precaução; (Redação dada pela Emenda Constitucional n.º 32, de 26/06/02)
(Vide ADI n.º 70005054010)

Mesmo com o PT votando pela biodiversidade onde está o governo, que tem uma maioria na assembleia, numa hora dessas? Estava apenas preocupado em votar os contratos emergenciais  etc e tal (até importantes numa SEMA/FEPAM que estão há anos sendo desmontadas) e não se preocuparam em apresentar nenhuma proposta de política pública aos produtores agropecuaristas dos Campos de Cima da Serra. De certa forma se omitaram e deixaram algo inconstitucional ser aprovada na Assembleia, nas vésperas do final do ano.
Agora contamos com o bom senso do governador Tarso Genro em seguir a risca a constituição do RS, bem como o Ministério Público volte a se manifestar e zelar pela constituição como já o fez em outras épocas.

Fonte: osverdestapes.blogspot.com/2011/12/veta-tarso-as-queimadas-sao.html

http://osverdestapes.blogspot.com/2011/12/veta-tarso-as-queimadas-sao.html
Filed under: Meio Ambiente
4
Dec

Curt Trennepohl presidente do Ibama, autoriza a construção de Belo Monte

Considerado pelos ecologistas um embuste bem sucedido, a ministra do Meio Ambiente Izabelle Teixeira juntamente com a presidenta Dilma Rousseff, nomearam Curt Trennepohl para a presidência do Ibama, uma articulação política do governo que sem escrupulos admite alguem sem conhecimentos técnicos sobre o meio ambiente, ou seja um bacharel em Direito pela Faculdade de Santo Ângelo,  sendo tido apenas como um testa de ferro do governo para implantar a qualquer custo a usina de Belo Monte.

No vídeo acima em uma entrevista à repórter do programa 60 Minutos da Austrália, Curt Trennepohl, fala que a decisão de autorizar a construção da usina Belo Monte prevalece o fato do País precisar de mais energia, Curt ainda diz que a função do Ibama não é de proteger o meio ambiente, mas minimizar os impactos que ele sofre. A repórter enfrentou-o perguntando se ele consegue dormir, a resposta foi sim, então ela revida dizendo que as populações indígenas que vivem nas proximidades do rio Xingu não conseguem devido a decisão dele.

Com certeza o nome do Ibama e do seu presidente Curt Trennepohl ficarão marcados na história do país, podemos dizer que a decisão causará um impacto para futuras gerações. Como presidente de um órgão que tem por ofício a proteção do meio ambiente e nele a salva guarda dos que o residem, simplesmente por motivos capitalistas permitirá que ocorra um mega desastre ambiental, prejudicando não só a fauna e a flora, mas principalmente os povos tradicionais que vivem há anos no local.

O mais curioso é que para as populações tradicionais, tais como; pescadores artesanais, graniteiros, carvoeiros, produtores rurais, etc… o Ibama é intransigente e coercitivo, já com os interesses de empreiteiras, lobistas e colarinhos brancos tudo pode ser possível, ou seja, dois pesos e duas medidas.

Por: Cátia Simone da Silva
Discente Bacharelado de Antropologia/UFPel