Categoria ‘Patrimônio’ Antropologia

28
Jul

Publicações no Periódico eletrônico Cadernos do LEPAARQ

Prezados (as),
O Periódico eletrônico Cadernos do LEPAARQ – Textos de Antropologia, Arqueologia e Patrimônio (ISSN: 2316-8412) torna pública a chamada de trabalhos inéditos para 2015/01. O escopo do periódico é a divulgação científica nas áreas de Antropologia, Arqueologia e Patrimônio, publicando as seguintes sessões:
(1) artigos, (2) relatórios e notícias institucionais e (3) resenhas, (4) ensaio visual, (5) notas de pesquisa.

A submissão dos trabalhos deve ser realizada até 31 de dezembro de 2014. As contribuições devem ser submetidas através do sistema eletrônico do periódico: http://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/lepaarq/index
Para maiores informações entrar em contato com Rafael Guedes Milheira pelo e-mail: milheirarafael@gmail.com

Solicitamos ampla divulgação!

Att.

Rafael Milheira

13
May

IPHAN e UNESCO lançam chamada pública do Centro Lucio Costa para seleção de artigos sobre patrimônio

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por intermédio do Centro Regional de Formação em Gestão do Patrimônio Cultural e Natural – Centro Lucio Costa (CLC) -, um Centro de Categoria II da UNESCO sediado no Rio de Janeiro, lançou uma chamada pública para seleção de artigos sobre o tema “A construção do campo do patrimônio cultural e natural e as práticas de preservação contemporâneas nos países de língua portuguesa ou espanhola, da América Latina, África e Ásia”.

A seleção de artigos tem o objetivo de reunir informações sobre a construção do campo do patrimônio cultural e natural nos países da Região de interesse do Centro Lucio Costa: países de língua oficial portuguesa e espanhola da América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela), África (Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe) e Ásia (Timor Leste).

Serão selecionados 17 artigos inéditos e individuais, em português ou espanhol, preferencialmente um de cada país que compõe a Região, no valor individual total de U$ 2,200. Poderão apresentar propostas, até o dia 05 de julho, pessoas físicas dos países de língua portuguesa ou espanhola da América do Sul, África e Ásia, que comprovem ter residência ou nacionalidade em um deles, e que tenham formação universitária. Os artigos poderão ser textos analíticos com síntese interpretativa, relatos de casos, revisão e discussão da bibliografia sobre o tema.


Centro Lucio Costa

O Centro Lucio Costa foi criado a partir de projeto de cooperação entre Iphan, UNESCO e Agência Brasileira de Cooperação (ABC), assinado em agosto de 2011, que visa ampliar a capacidade de gestão das instituições envolvidas na preservação dos bens de países da América do Sul, de língua portuguesa e espanhola da África e Ásia. Com base em uma perspectiva integrada das Convenções da UNESCO de 1972, 2003 e 2005, o Centro atua na formação prioritária de gestores do patrimônio, com perfil generalista e capacidade de interlocução no processo de formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas relacionadas ao Patrimônio.

Entre os objetivos do Centro estão a pesquisa, a capacitação e a difusão de conhecimentos em gestão do Patrimônio Cultural e Natural com vistas à ampliação das possibilidades de atuação de profissionais e instituições que lidam com a preservação de bens culturais e naturais.

Fonte: rets.org.br

29
Oct

“O espírito do patrimônio”

Curso com o antropólogo Jean-Louis Tornatore, da Universidade de Dijon,França.

Atividade destinada a alunos e docentes da pós-graduação. Aulas em francês contando com tradutores do curso de Letras da UFPEL.

Data: 30-31/10 e 01/11
Local: sala do PPGMP, 3º pi so do prédio da Canguru
Horário: 14hs, duração de 2hs cada encontro.

21
May

Jornais do século XIX viram lixo em Pelotas

Um grupo de professores está pensando em lançar um protesto contra isso e precisamos do apoio de vocês. Vamos colher assinaturas até segunda, 23 de maio, no prédio do ICH/ UFPel. End: Rua Alberto Rosa, 154,  Centro Pelotas – 96010-770 Tel/Fax: 55 53 32786765.

Acho que todos já ouviram falar do que aconteceu na biblioteca pública recentemente, há pouco mais de 15 dias, em fins de abril/inícios de maio, a cidade de Pelotas, que até agora tinha se caracterizado por buscar a preservação da história e da cultura da cidade e do país como um todo, foi palco de uma situação completamente absurda e injustificável: a direção de sua biblioteca pública, que é gerida por uma associação privada, simplesmente enviou para reciclagem, uma parte importante da história da cidade e da região!

Livros, jornais, diários e mais monografias e documentos impressos (não se sabe exatamente o total do que foi descartado, nem quem definiu o que seria jogado fora), mas enfim, o suficiente para encher mais de um caminhão pequeno, foi enviado para recicladores. E só não foi parar no lixo mesmo porque, num episódio rocambolesco e pouco explicado, foi “salvo” por um dono de sebo, que imediatamente o comprou e o pôs a venda como uma mercadoria qualquer. Alguns desses exemplares ainda se encontram em sebos da cidade e podem ser conferidos até pelo twitter de alguns pelotenses. Seguramente, este dono de sebo deve ter ampliado seu patrimônio em muito, devido apenas ao que, pelo alto, se soube que foi descartado.

Entre eles, por exemplo, uma das únicas, senão a única coleção do jornal A Federação do ano de 1904. Vários outros anos inteiros deste jornal também foram literalmente jogados fora, sob a justificativa de “estarem duplicados”. Mas a catástrofe cultural vai muito além, pois todos os jornais encadernados, que eram duplos, e que se encontravam no porão da biblioteca, como os jornais Correio Mercantil, Opinião Pública, Diário Popular, também tiveram o mesmo fim. Estes são alguns dos jornais pelotenses mais importantes do XIX e XX séculos, e ficamos agora reduzidos apenas a sua coleção em uso, e cuja digitalização tem sido protelada por interferência direta da própria diretoria. E o que se fará quando estes jornais, pelo uso, se desmancharem? Chorar, pelo visto…..

O raciocínio simplista e redutor de que “eram duplos” e poderiam ser descartados, não convence ninguém, pois todos podem se perguntar por que não foram trocados com instituições congêneres, ou doados para uma outra instituição do estado, como reza seu estatuto de  1991, que em seu artigo segundo, item b), diz que a biblioteca “poderá permutar livros e objetos com outras instituições que estejam de acordo com as suas finalidades”. Quanto a alguns estarem em mau estado, ora, para quem conhece, sabe que há várias técnicas de recuperação de documentos que poderiam ser tentadas, com um pouco de esforço na busca de financiamento.

Esta mensagem, além de denunciar este fato, pretende provocar alguma reação, por parte não só da comunidade técnica e acadêmica interessada na preservação da história do país, mas dos próprios pelotenses, que até agora estão assistindo esta situação estupefatos, mas em silêncio, um silêncio que pode passar por aprovação e gerar a reincidência deste tipo de atitude.

Por: Profª. Beatriz Ana Loner
Departamento de História e Antropologia

Enviado pelo: Prof. Dr. Pedro Sanches – Museologia/UFPel.