Categoria ‘Pescadores artesanais’ Antropologia

19
Mar

III Reunião Equatorial de Antropologia (REA) e XII Encontro dos Antropólogos do Norte e Nordeste (ABANNE)

De 14 a 17 de agosto de 2011 na Universidade Federal de Roraima (UFRR), ocorrerá – em conjunto – a III Reunião Equatorial de Antropologia (REA) e XII Encontro dos Antropólogos do Norte e Nordeste (ABANNE). Nesse sentido, até o dia 9 de abril próximo, as inscrições para envio de resumos estão abertas e, com a aprovação dos mesmos, os trabalhos completos devem ser enviados até o dia 20 de junho do corrente ano. Sendo assim, aproveitamos o ensejo para divulgar o GT SOCIOANTROPOLOGIA MARÍTIMA E PESQUEIRA, do qual somos os coordenadores (as informações sobre o GT seguem abaixo, bem como o site do evento mencionado).

Fraternalmente,
Denize Adrião e Cristiano Ramalho

GT – 30 – SOCIOANTROPOLOGIA MARÍTIMA E PESQUEIRA

Coordenadores:

Prof. Dr. Cristiano Wellington Noberto Ramalho (UFS) cristianownramalho@gmail.com

Profa. Dra. Denize Genuina da Silva Adrião (FIBRA) deadriao@ig.com.br

Nas últimas décadas, houve um expressivo aumento de estudos acadêmicos sobre o universo da pesca artesanal no Brasil, abordando temáticas diversas e elaborando, para isso, novas teorias e metodologias, seja na área da socioantropologia marítima e pesqueira, seja em outros campos de conhecimento (etnobiologia, geografia, ecologia humana, economia, história, etc.), que alimentaram também o debate da socioantropologia marítima e pesqueira.

Nesse sentido, o objetivo do presente GT é, por um lado, permitir o encontro, debate e discussão sobre as diversas expressões societárias de diálogos humanos com os recursos naturais aquáticos (ribeirinhos, marinhos, estuarinos, lagos, lagoas, açudes, etc.), a partir das plurais formas de apropriações realizadas por pescadores e pescadoras artesanais, ações de resistências populares em defesa de seus territórios e os impactos e processos socioambientais que afetam tal população, como as atividades de lazer e turismo, políticas públicas, expansão de empreendimentos privados (aquicultura) e/ou estatais (portos e hidroelétricas), por exemplo; e, por outro lado, visa também promover e incentivar o diálogo e a interação entre diferentes campos do conhecimento, permitindo, assim, tratar problemas multidimensionais de forma interdisciplinar, embora seja conferindo maior ênfase aos temas ligados à socioantropologia marítima e pesqueira sem negar o acolhimento de pesquisas de outras áreas do saber.

Recentemente, novas categorias científicas e políticas emergiram com vistas a dar conta desses novos contextos de apropriações, conflitos e dinâmicas societárias. Sendo assim, a nossa proposta centra-se na possibilidade de discutir as implicações das novas categorias, pensando-as em relação às diversas populações pesqueiras tradicionais (litorâneas e ribeirinhas), seus critérios patrimoniais de sustentabilidade, formas múltiplas de trabalho e os impactos sobre seus complexos culturais e processos societários.

Cleyton Gerhardt
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Av. João Pessoa 31
90040-000 Porto Alegre, Brasil
Phone: 51 3308-4112
Fax: 51 3308-3281

Enviado por: Stella Pieve
Bióloga – NECO – Núcleo de Estudos sobre Populações Tradicionais Costeiras/FURG

6
Feb

Ajudem a parar com a construção da Usina Belo Monte

Eu já assinei a petição que será encaminhada a Presidente Dilma Rousseff solicitando que ela pare com a construção da Belo Monte e proteja as populações que vivem na região, compostas entre elas por várias etnias ameríndias, ribeirinhos, pescadores, moradores da cidade de Altamira e a Amazônia em si, os quais serão seriamente prejudicados.

Por gentileza assine você também, a sua assinatura é muito importante, pois é unindo forças que poderemos ter um país melhor.
http://www.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Rio Xingu/Usina Hidrelétrica Belo Monte

Crédito: DIDA SAMPAIO/AGÊNCIA ESTADO/AE/Cod. imagem:65666 -colunistas.ig.com.br

Por: Cátia Simone da Silva
Discente em Bacharelado de Antropologia/UFPel

5
Feb

Antropólogos, lideranças Indígenas e autoridades discutem polêmica hidrelétrica de Belo Monte

A Associação Brasileira de Antropologia e a Universidade de Brasília, em parceria com o Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC) e a Fundação Darcy Ribeiro, realizarão o seminário “A Hidrelétrica de Belo Monte e a Questão Indígena”, no dia 7 de fevereiro de 2011, no auditório da reitoria da UnB. O evento reunirá especialistas, lideranças indígenas, movimentos sociais e autoridades para discutir os impactos e o processo de licenciamento de Belo Monte. O seminário será transmitido pela UNB através do site: http://www.cpce.unb.br/belomonte.htm

Planejada para ser instalada em uma das áreas de maior diversidade cultural e biológica do país, a hidrelétrica de Belo Monte, além de inundar uma área de mais de 600 km2, promoverá até 80% de redução da vazão de um trecho de mais de 100 km do rio, denominado Volta Grande do Rio Xingu, atrairá uma população estimada em 100 mil pessoas e causará o deslocamento compulsório de cerca de 40 mil. Nesta área, residem os Arara, os Juruna, os Xikrin e milhares de famílias ribeirinhas, indígenas e não-indígenas. Ainda no Médio Xingu e seus tributários, residem os Parakanã, os Asurini, os Kararaô, os Araweté, os Arara, os Xipaia e Kuruaia e centenas de famílias que habitam as Unidades de Conservação que conformam o corredor ecológico do Xingu (Resexs, APA, FLONA, ESEC, PARNA). Mais próximos das cabeceiras do rio, estão os Kayapó do Sul do Pará, os Metuktire, os diversos Povos do Parque Indígena do Xingu e grupos indígenas voluntariamente isolados, que transitam na fronteira dos Estados do Pará e Mato Grosso.

O Seminário discutirá a magnitude dos impactos da hidroelétrica e seu questionável processo de licenciamento, que repercutem diretamente sobre os direitos e o modo de vida tanto de Povos Indígenas que imemorialmente vivem nesta região, quanto de Povos Tradicionais – camponeses, pescadores e extrativistas – e de outros grupos locais que dependem simbólica, social e economicamente da floresta, do rio e de seus igarapés.

Estarão reunidos, entre outros, representantes dos Povos Indígenas (Cacique Raoni Metuktire, Megaron Txukarramãe, Yabuti Txukarramãe e Josinei Arara), dos movimentos sociais (Antônia Melo da Silva) e do Ministério Público Federal (a subprocuradora geral da República, Deborah Duprat), além dos antropólogos João Pacheco de Oliveira Filho (Museu Nacional), Gustavo Lins Ribeiro (UnB), Bela Feldman-Bianco (Unicamp), Sonia Magalhães (UFPA) e Andréa Zhouri (UFMG) para juntos debaterem matéria que tanto interessa à opinião pública nacional e internacional. Também foram convidados a ministra do Meio Ambiente e os presidentes da FUNAI e do IBAMA.

A hidrelétrica de Belo Monte e a questão indígena

PROGRAMAÇÃO

7 DE FEVEREIRO DE 2011
Abertura – 9:00 horas

Reitor da UnB, Presidente da ABA, Diretor do Instituto de Ciências Sociais da UnB
Sessão 1 – 9:30 às 12:30 horas
Perspectivas sobre Belo Monte: indígena, dos movimentos sociais e de especialistas
Coordenador: Prof. Stephen Baines (UnB)
Expositores: Raoni Metuktire
Megaron Txukarramãe,
Ozimar Juruna
Josinei Arara
Antonia Mello (Movimento Xingu Vivo)
Profa. Sônia Barbosa Magalhães – (ABA-UFPA)
Debatedor: Prof. João Pacheco de Oliveira Filho – (ABA-UFRJ)

12:30 às 14:30 horas – intervalo

Sessão 2 – 14:30 às 17:30 horas
Problemas e dilemas de um grande projeto amazônico em debate.
Coordenadora: Profa. Bela Feldman-Bianco (ABA)
Expositores: Profa. Andréa Zhouri – (ABA-UFMG)
Dra. Deborah Duprat – Subprocuradora Geral da República
Prof. Sérgio Sauer – UnB
Ministra do Meio Ambiente
Presidente do IBAMA
Presidente da FUNAI
Presidente da Subcomissão da Usina de Belo Monte do Senado Federal/CMABMONTE.
Debatedor: Prof. Gustavo Lins Ribeiro (UnB)
Local: Auditório da Reitoria da Universidade de Brasília

Enviado por: Alessandro Lopes
Discente em Bacharelado de Antropologia/UFPel

1
Feb

Pescador passa a ser profissão com novas regras do governo federal

Ministra Ideli Salvatti durante entrevista anunciou novas regras para cerca de 900 mil pescadores brasileiros.
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A partir de 25/1/2011, cerca de 900 mil pescadores do país deverão se adaptar às novas regras para obter a licença e a regulamentação da profissão. As medidas foram anunciadas pela ministra da Pesca e Aquiicultura, Ideli Salvatti, e englobam, entre outras mudanças, o cadastramento de pescadores artesanais no Registro Geral da Pesca (RGP) e a concessão de carteira de pescador profissional.

Dentre as novas medidas anunciadas destaca-se a renovação da carteira de pescador, que passa a ser necessária a cada dois anos e não a cada três como definido anteriormente. Além disso, a nota de venda do pescado para Pessoa Jurídica (PJ) passa a ser pré-requisito para essa renovação, bem como a contribuição previdenciária para vendas exclusivamente no varejo e a declaração de que o pescador não possui vínculo empregatício em outra atividade.

Outra mudança é que, a partir de agora, o pescador que tiver seu registro cancelado só poderá obter novo documento após 12 meses de sua suspensão, sendo que até o dia 31 de dezembro de 2011 estão suspensas todas as novas inscrições para adequação dos processos às novas regras. A ministra destacou ainda a importância da regulamentação da profissão para o setor de pesca:

É importante realçar que a carteira de pescador é o documento mais importante desse setor, o equivalente à carteira de profissional, o documento que comprova a atividade desenvolvida por milhares de brasileiros, portanto ela é o documento da cidadania, é através dela que é reconhecido, é respeitado são concebidos direitos ao pescador artesanal, portanto ele é tão sagrado e deve ser tão respeitado quanto a nossa carteira de trabalho.

Todas essas medidas citadas foram definidas com a ajuda de um grupo de trabalho criado com representantes do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (Conape) e técnicos do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) visando aperfeiçoar o controle de registros da categoria.

Ascom/MPA

Fonte: www.guiadapesca.com.br

26
Jan

Xingu: O sangue da nossa sobrevivência Parte I

Segue o vídeo sobre a experiência que os filhos da floresta estão passando com a ameaça do capitalismo invadindo as suas terras, o documentário demonstra a luta e a resistência dos povos tradicionais: ameríndios, ribeirinhos, pescadores e a população da cidade de Altamira para defender o seu terrirório, a sua vida e o rio Xingu que nasce no Estado vizinho do Mato Grosso e é uma das maiores bacia amazônica.

Na localidade o governo Federal pretendia executar um grandioso projeto, barrar o Rio Xingu e construir cinco hidrelétricas, dessas cinco devido aos protestos dos indígenas e ambientalistas, o governo baixou uma portaria para a construção de apenas uma, a Usina Belo Monte, ela seria construída no estado do Pará, no norte do Brasil. No entanto, a idéia de construir apenas uma não procede, pois em nenhum rio existe somente uma hidréletrica,  na sequência lógica é necessário outras represando o rio, o que irá ocasionar uma verdadeira catástrofe socio-ambiental. As várias etnias indígenas e outros povos tradicionais que ali vivem seriam seriamente prejudicados, sem esquecermos da fauna e a flora ali existentes, além de que 1/3 da cidade de Altamira ficaria submersa.

A população está mobilizada contra a construção da Usina Belo Monte, Moisés Ribeiro, coordenador nacional da MAB comenta que “a construção tem um único objetivo: atender as grandes empresas capitalistas que cada vez mais estão entrando na Amazônia para retirar os recursos naturais que ainda temos aqui nessa região”.

Podemos observar as consequências caso aconteça as construções das usinas, nos comentários de moradores como no caso do sr. Valdir atingido pela UHE Tucurí, no Rio Tocantis/PA que diz “quando represeou a água do Rio Tucurí é que criaram várias espécies de mosquitos diferentes, e uma dessas espécies de mosquito mordeu o meu filho de tardezinha tomando banho e no outro dia ele amanheceu morto, dessa mesma forma 12 crianças morreram, desse mesmo jeito”. Outro morador, o sr. Francisco Gomes Neto, ribeirinho da Comunidade São Raimundo Nonato, mostra no seu pomar os pés de laranja, tangerina, goiaba, limão e cacau os quais seriam inundados pelas águas represadas.

Até quando as populações brasileiras terão os seus direitos violados, direitos estabelecidos na Constituição Federal, até existirem governantes e empresários preocupados com a sociedade e o meio ambiente, até lá, resta a essas populações unirem-se e através das mobilizações tentarem impor o que é seu direito legítimo, não ficando parados aguardando as decisões coercitivas de alguns homens gananciosos.

O vídeo está disponível no link abaixo
http://www.youtube.com/watch?v=jgEcU5N_VSk&feature=player_embedded

Por Cátia Simone da Silva
Discente em Bacharelado de Antropologia Social

Vídeo enviado por Stella Pieve – Bióloga/Núcleo de Estudos sobre Populações Costeiras Tradicionais/FURG

26
Sep

Territorialidade e conflito na pesca embarcada: um estudo de caso sobre os pescadores de São José do Norte-RS e suas analogias sobre animais marinhos

Comentário de Cátia Simone
Discente em Bacharelado de Antropologia Social – UFPel

Gianpaolo Adomili na primeira parte do texto aponta a problemática vivida pelos pescadores artesanais de São José do Norte, situados no extremo Sul do Brasil. A base da economia da pequena cidade se dá através da pesca e da plantação de cebola.
Os pescadores estando hoje sujeitos a instabilidades sociais e econômicas, tendem a conviver com conflitos de territorialidade, disputas e competições. Problemas que seus predecessores não conheceram. Esta competição se dá por vários motivos, entre estes está a poluição e a pesca predatória que causam a escassez dos peixes. Muitos precisam intercalar entre pesca em botes feita na beira do oceano Atlântico,  pesca em alto mar e nos meses de verão capturar o camarão na Lagoa dos Patos. Em um esforço para manter a sua identidade e a sobrevivência enquanto categoria social.
O autor fala sobre os saberes tradicionais que se alteraram, os pescadores precisaram aderir as tecnologias como por exemplo o GPS, ecossonda e a informações climáticas.
No segundo momento, Adomili, aborda esta problemática a partir de analogias e metáforas sobre animais marinhos e os pescadores, fazendo uma referência aos aspectos sociais e simbólicos que envolvem estes grupos.

Para ler o artigo na íntegra clique neste link