Categoria ‘Pierre Bourdieu’ Antropologia

24
Mar

Pierre Bourdieu: notas biográficas

Adriane Luísa Rodolpho*

Resumo: Este artigo retoma algumas contribuições em língua francesa sobre a obra de Pierre Bourdieu, publicadas logo após a morte deste sociólogo em 2002. Trata-se de um artigo e de uma revista, os quais foram confrontados a alguns aspectos biográficos do autor.

Palavras-chave: Bourdieu – religião – biografia

“Pierre Bourdieu et la religion” é o título de um artigo de Erwan Dianteill publicado em 2002, ano da morte do célebre sociólogo1. Inspirando-nos não apenas no título do artigo de Dianteill, propomos aqui seguir o autor na discussão tanto dos limites quanto das perspectivas abertas pela leitura de algumas noções fundamentais da obra de Bourdieu, desta vez em relação direta com a biografia do autor.

Dianteill parte da constatação de que a relação de Bourdieu com a religião é algo paradoxal. Se, por um lado, Bourdieu não consagra à religião a mesma atenção que dedicou ao campo das artes ou da educação, por outro lado, alguns de seus principais conceitos são originários da sociologia da religião. Nesse sentido, Mauss, Durkheim e Weber são as referências diretas aos conceitos de crença, campo e habitus, desenvolvidos por Bourdieu, por exemplo. Esse paradoxo é, portanto, analisado por Dianteill, de quem nos afastamos por momentos para retomá-lo mais tarde. Por enquanto, um breve olhar sobre a biografia de Bourdieu pode nos fornecer mais elementos para a reflexão. Há muitos que acreditam que o grande trabalho de Bourdieu foi exemplificar sua vida em sua teoria…

Pierre Bourdieu nasce em 1930 no sudoeste da França (Hautes-Pyrénées), filho de um funcionário dos Correios. Em 1951, o jovem provinciano ingressa na Escola Normal Superior, prestigiosa academia em Paris, onde é confrontado com a cultura burguesa da maioria de seus colegas, elite erudita e oriunda das classes sociais mais favorecidas da sociedade francesa. Sobre esse aspecto, Dortier2 é claro ao descrever Bourdieu nesse cenário:

Lá, o jovem provinciano, acanhado e desajeitado, encontra-se imerso em um mundo que não é o seu. Um mundo de jovens burgueses brilhantes, bem falantes, cultivados, à vontade tanto no manejo do verbo quanto da pluma. O jovem Bourdieu, ele, ainda que tenha conseguido subir todos os degraus da hierarquia escolar, não se sente, entretanto, à vontade nem na escrita nem na oratória. E ele não o será jamais. Mesmo que sua obra seja imponente, ele não terá a pluma fácil e alerta; ainda que ele tenha feito centenas de conferências, ele não será um orador. Como Flaubert, a quem ele consagra As regras da arte. Gênese e estrutura do campo literário (Seuil, 1992) a expressão de seu pensamento deve passar pelo esforço permanente de autocontrole, de luta contra si mesmo. Todo o contrário da facilidade aparente desses estudantes oriundos da burguesia cultivada que ele encontra na rua de Ulm.3

Em 1955, formado em filosofia, Bourdieu parte para a Argélia, onde trabalha como pesquisador e professor; em 1958, ele publica Sociologie de l’Algerie. Desta época datam seus trabalhos sobre a tradição cabila, grupo berbere de cultura mediterrânea (nordeste montanhoso da Argélia). Sobre essa sociedade tradicional, Bourdieu desenvolve uma análise das relações entre os sexos (a partir das relações de divisão do trabalho, da estrutura do espaço e da organização do tempo) ainda marcadamente influenciada pelo estruturalismo de Lévi-Strauss. Fournier4 sinaliza que as oposições mítico-rituais – alto/baixo, embaixo/em cima, seco/úmido, ativo/passivo, ereto/curvado – são usadas metaforicamente para ilustrar como uma construção social determinada pode ser entendida como natural, como da ordem normal das coisas, no caso, a dominação masculina. O célebre livro de Bourdieu com esse nome é lançado em 1998 e, desde então, algumas de suas noções – o processo de interiorização pelos dominados dos valores dos dominantes – têm caído quase que no senso comum. A popularização das análises e termos de Bourdieu é um fenômeno recorrente e isso desde o início de sua carreira.

A década dos anos 1960 marca o retorno do sociólogo à França (1961) e seu ingresso na Escola Prática de Altos Estudos (EPHE) em 1964. É esse o ano de lançamento de Les Héritiers (junto com Passeron); em 1965, junto com Boltanski, Castel e Chamboredon, Bourdieu publica Um Art Moyen Essai sur les usages sociaux de la photographie; no ano seguinte, aparece L’Amour de l’Art e, em 1967, Le Métier de sociologue (com Passeron e Chamborédon). Essa intensa produção bibliográfica se desenvolve paralelamente ao seu trabalho junto a Raymond Aron, com quem partilha a direção do Centro Europeu de Sociologia Histórica. Ainda nessa década, Aron e Bourdieu se desentendem e, em 1968, esse funda seu próprio laboratório: o Centro de Sociologia Européia.

Nos anos de 1970, Bourdieu está na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (EHESS) e cria sua própria revista em 1975, Actes de la recherche em sciences sociales. Em 1970, publica La Reproduction e, em 1972, Esquisse d’une théorie de la pratique. Sua consagração virá em 1979, ano em que publica La Distinction e ingressa como titular de sociologia no Collège de France. Em 1978, Bourdieu dirige a coleção Le Sens Commun pela editora Minuit e publica, na França, uma série de autores como Panofsky, Hoggart, Goffman e Cicourel5.

Nos anos 1980, Bourdieu publica oito livros, a maioria deles logo encarados como ‘clássicos’: Le sens pratique, 1980; Questions de sociologie, 1981; Leçon sur la leçon em 1982 e também Ce que parler veut dire; em 1984, Homo Academicus, 1987, Choses dites, 1988, L’ontologie politique de Martin Heiddeger e Noblesse d’État, de 1989. Nessa década, Bourdieu publica sozinho, com a carreira consolidada na França (apesar de ter se desentendido com boa parte de seus colegas do campo acadêmico) parte em busca do “mercado intelectual internacional”6, sobretudo norte-americano.

Bourdieu organiza a publicação de La misère du monde em 1993, obra coletiva que representa o esforço engajado de intelectuais na vida política. Período agudo de sucessivas crises sociais – a França é confrontada com o desemprego e a exclusão – a equipe formada por 23 sociólogos propôs-se a escutar as falas de alguns dos ‘desprovidos sociais’ em forma de narrativas, onde uma miséria de posição é descortinada em detalhes. Imigrantes, estudantes, enfermeiros e pequenos agricultores falam de suas vidas, de suas aspirações e do choque com a violência simbólica oculta na inacessibilidade (fracasso) escolar e ao mercado de trabalho. O livro é um grande sucesso de vendas entre um público não especificamente acadêmico, o que já vinha ocorrendo há alguns anos com outras obras de Bourdieu.

Segundo Alain Touraine7, o status de Bourdieu muda em “uma tarde no inverno de 1995, quando ele foi apoiar os maquinistas em greve na estação de Lyon. Ele tornou-se o sociólogo do povo”8. Com efeito, o engajamento de Bourdieu na vida política vai de par com sua exposição na mídia, assim como sua reflexão teórica sobre a mesma. A década de 1990 marca a presença do sociólogo na arena pública dos debates e essa não deve ser subestimada: “a sociologia de P. Bourdieu insuflou um vento novo ao debate público, átono desde os anos 1980, fixo num ‘pensamento único’ de inspiração neoliberal”9.

Em 1992, Bourdieu publica Les règles de l’art e Réponses Pour une antropologie réflexive; além de Misere du monde, em 1993, aparece Libre-échange (com Hans Haacke); em 1994, Raisons pratiques; em 1996, Sur la télévision; em 1997, Les usages sociaux de la science e Méditations pascaliennes; em 1998, La domination masculine e Contre-feux 1 (Propos pour servir à la résistance contre l’invasion neo-libérale).

Em 2000, aparecem Propos sur le champ politique e Les structures sociales de l’économie; em 2001, Contre feux 2 (Pour um mouvement social européen); Langage et pouvoir e Science de la science et réflexivité. E, enfim, em 2002, Interventions politiques 1961-2001 e Le bal des célibataires.

Em 2002, Pierre Bourdieu morre em Paris, deixando uma legião de leitores que se dividem, basicamente, em três categorias: devotos, céticos e detratores. Passar pela volumosa leitura e seguir o pensamento de Bourdieu é também uma experiência iniciática que devemos prosseguir mesmo sem tudo entender… Parágrafos enormes, digressões, frases incompreensíveis: a leitura dessa obra passa por repetições, familiarização e impregnação – poderíamos falar de transformação interior do leitor10? De qualquer forma, a reação à obra de Pierre Bourdieu, às vezes, beira o passional11, mas, na maioria das vezes, mesmo seus críticos mais ferrenhos rendem homenagem ao brilhante sociólogo.

A breve biografia acadêmica de Bourdieu demonstra que ele próprio foi um representante dominante do campo intelectual. Sua admirável carreira como pesquisador e professor ultrapassa as fronteiras do campo acadêmico – estritamente falando – e se estende para o campo social mais amplo. Nesse sentido, percebemos como o capital simbólico de Bourdieu excede seu campo de origem e como a sua influência se faz sentir em outras esferas sociais. É interessante notar que as noções de Bourdieu podem ser percebidas em sua trajetória: as disputas no campo acadêmico, a violência e o poder simbólico, a constituição de habitus e a distinção, enfim, uma série de aproximações podem ser feitas nesse sentido.

Mas, e o paradoxo? A leitura do texto de Dianteill é elucidativa quando indica algumas razões que levaram Bourdieu a não se aprofundar mais na análise do campo religioso. Em primeiro lugar, existiria uma desconfiança, da parte de Bourdieu, sobre as reais possibilidades do estudo científico da religião – em si. Em 1982, durante a reunião anual da Associação Francesa de Sociologia das Religiões, Bourdieu

questiona publicamente a validade científica da sociologia da religião a partir do momento em que ela é praticada por ‘produtores que participam, em diferentes níveis, do campo religioso12

Assim fazendo, Bourdieu lança um alerta com relação tanto ao fato de o pesquisador em sociologia da religião ter suas convicções e pertencimentos religiosos quanto, do contrário, de ele não participar da crença partilhada pelo grupo. No primeiro caso, tratar-se-ia de uma ‘sociologia religiosa’ e, no segundo, de uma análise exterior da ‘coisa’, sem perceber “as instâncias subjetivas da atividade religiosa, e em particular, a adesão incondicional às verdades reveladas”13.

Um segundo aspecto diz respeito ao contexto histórico dos estudos de sociologia religiosa na França dos anos 1970. Daniele Hervieu-Lèger comenta a esse respeito que o clima de desconfiança com relação às subjetividades confessionais de cada um era o padrão naqueles anos. Sobre sua própria experiência de vida, a autora relembra que naquela época a exigência de distância entre o sujeito e seu objeto de pesquisa era redobrada no caso das análises relativas à religião.

Para tomar legitimamente a religião como objeto de sua investigação, o sociólogo devia permanentemente oferecer garantias de que ele não acordava nenhuma consistência própria à visão religiosa de mundo contra a qual, precisamente, a interpretação sociológica deveria se construir.14

Entretanto, se esse mesmo contexto não foi impeditivo ao desenvolvimento da reflexão do campo da sociologia da religião na França, ao mesmo tempo caracteriza toda uma geração de pesquisadores, e Bourdieu não é uma exceção. Como relembra Dianteill, as ciências sociais ‘republicanas’ – incluindo-se aí a sociologia religiosa – se constituem “contra a empresa intelectual da religião e singularmente contra a influência católica na universidade, no momento das lutas anticlericais do início do século XX”15. Tradição de longa data, essa especificidade do contexto histórico francês aliada ao primeiro aspecto do questionamento acima referido – até que ponto a religião é passível de análise científica – emolduram um habitus (laico republicano, secular, racional, moderno) do qual Bourdieu, sem dúvida, é um claro representante.

Um último aspecto abordado por Dianteill diz respeito ao próprio estatuto do campo religioso, tal como formulado por Bourdieu – que explicaria, igualmente, a relativa pouca quantidade de trabalhos desse sociólogo exclusivamente voltados à religião. A estrutura do campo estaria limitada ao panorama específico das instituições cristãs ocidentais e deixaria assim escapar toda a gama de fenômenos religiosos que fogem do controle dos especialistas. Dito em outros termos, o campo religioso, assim definido, acabaria sendo uma arena de lutas, na qual era visível o poder das instituições eclesiásticas decaindo considerável e desencantadamente. Além disso, essa perspectiva secularizante deixava escapar todas as manifestações religiosas fora dos contextos institucionais.

É por isso que – confrontado a contradições metodológicas de difícil solução, penetrado por uma cultura laica que assimila a religião ao poder da igreja católica, convencido de que essa constitui uma força social declinante – P. Bourdieu não concede em sua obra senão um lugar marginal ao estudo dos fatos religiosos.16

Entretanto, a contribuição da hermenêutica desenvolvida por Bourdieu não pode ser desprezada. A riqueza dos conceitos propostos pelo eminente sociólogo abriu caminhos fecundos para a reflexão do panorama religioso que, mesmo se restritos a algumas configurações sociais, por outro lado, induzem à reflexão crítica.

Notas:

* Mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutora em Antropologia Social e Etnologia pela École des Hautes Études em Sciences Sociales (EHESS – Paris). Professora da Universidade Federal de Pelotas.

1 DIANTEILL, Erwan. “Pierre Bourdieu et la religion. Synthèse critique d’une synthèse critique”. Archives de Sciences Sociales des Religions, 118 (avril-juin) 2002, p. 5-19.
2 DORTIER, Jean-François. “Les idées pures n’existent pas”. In: Sciences Humaines, n. spécial Pierre Bourdieu, 2002, p. 3-8.
3 DORTIER, 2002, p. 3. Tradução própria.
4 FOURNIER, Martine. “La domination masculine”. In: Sciences Humaines, n. spécial Pierre Bourdieu, 2002, p. 50-53
5 CHARTIER, Roger. “Le sociologue et l’historien”. In: Sciences Humaines, n. spécial Pierre Bourdieu, 2002, p. 85.
6 DORTIER, 2002.
7 TOURAINE , Alain. “Le sociologue du people”. In Sciences Humaines, n. spécial Pierre Bourdieu, 2002, p. 101-103.
8 TOURAINE, 2002, p. 101. Tradução própria.
9 CORCUFF, Philippe. “Respect critique”. In: Sciences Humaines, n. spécial Pierre Bourdieu, 2002, p. 70. Tradução própria.
10 Esses propósitos foram expressos por Wiktor Stoszkowski, em seminário à l’EHESS (2001)
11 A simples referência ao título do livro da autora é elucidativa: Le savant et la politique. Essai sur le terrorisme sociologique de Pierre Bourdieu. Verdes-Leroux, Jeannine. Ed. Grasset, 1991.
12 DIANTEILL, 2002, p. 16. Tradução própria.
13 DIANTEILL, 2002, p. 17. Tradução própria.
14 HERVIEU-LÉGER, Daniele. “De l’utopie a la tradition: retour sur une trajectoire de recherche”. In LAMBERT, Y.; MICHELAT, G. et PIETTE, A. (Org.) Le religieux des sociologues. Trajectoires personnelles et débats scientifiques. Paris: l’Harmattan. 1997, p. 22. Tradução própria.
15 DIANTEILL, 2002, p. 17. Tradução própria.
16 DIANTEILL, 2002, p. 18. Tradução própria.

17
Nov

Resenha do livro de Pierre Bourdieu

Na linha do estudo do imaginário, apresento aqui uma obra de um renomado sociólogo francês – Pierre Bourdieu.

Seus estudos se voltam para as formas de dominação, sobretudo simbólicas, existentes nas sociedades. Os mecanismos de reprodução social que objetivam legitimar os grupos dominantes são fartamente discutidos em seu pensamento.

Nesta obra, A economia das trocas simbólicas, o autor visa aliar o conhecimento da organização interna do campo simbólico – cuja eficácia reside justamente na possibilidade de ordenar o mundo natural e social através de discursos, mensagens e representações, que não passam de alegorias que simulam a estrutura real de relações sociais – a uma percepção de sua função ideológica e política, corroborando uma ordem arbitrária em que se funda o sistema de dominação vigente.

Para Bourdieu, a organização do mundo e a fixação de um consenso a seu respeito constitui uma função lógica necessária que permite à cultura dominante, numa dada formação social, cumprir sua função político-ideológica de legitimar e sancionar um determinado regime de dominação.

O autor transpõe para a análise do campo simbólico o vocabulário da esfera propriamente econômica, e recupera a tradição materialista do marxismo, na linha epistemológica do positivismo francês, tão marcado nos últimos tempos pelo estruturalismo.

Para Bourdieu, o que está em jogo no campo simbólico é, em última análise, o poder propriamente político, muito embora não existam puras relações de força a não ser mediatizadas por sistemas simbólicos que, ao mesmo tempo, tornam-nas visíveis e irreconhecíveis, pois lhes conferem uma existência através de linguagens especiais. Encobrindo as condições objetivas e as bases materiais em que tal poder se funda.

No decorrer do livro, várias são as discussões levadas habilmente pelo autor. No primeiro deles, Bourdieu, num diálogo com Weber, demosntra que a definição de classes numa estrutura estática não é a melhor forma de análise. Além de considerarmos o relativismo presente em sociedades tão diferentes, a condição e a posição de classe devem atentar não só para os aspectos econômicos, mas também para os aspectos simbólicos.

Em seguida, mais uma vez utilizando o esquema weberiano, o autor discute as origens e a estrutura do campo religioso, para estabelecer uma relação direta entre religião e política. Além disso, ele mostra o quanto a “oferta” religiosa dialoga e atende a “demanda” de seus “clientes” – as diversas camadas sociais.

Bourdieu vê o campo cultural como um mercado de bens simbólicos, mais uma vez funcionando nos moldes da lei da oferta e da procura, de acordo com as camadas sociais existentes.

Mais adiante, o autor considera os sistemas de pensamento de uma época como sendo frutos do seu sistema de ensino. Este, por sua vez, além de repetir o esquema de diferenciação social (já trabalhado nos outros campos), acaba por afirmar o status quo da sociedade.

Até a arte é abordada por Bordieu. Falando sobre os modos de produção e percepção artísticos, ele relaciona-os com a estrutura social e o valor simbólico da arte em si.

Por fim, retomando algumas questões, o autor mostra como o acesso à cultura está relacionado ao nível de educação do indivíduo. Com isso, quele que possui mais escolaridade acumula maior capital cultural. Neste sentido, Bordieu vê o sistema de ensino como reprodutora da estrutura cultural e social, mantenedora das relações de força e das relações simbólicas entre as classes. Ou seja, o sistema de ensino reproduz a estrutura de distribuição de capital cultural entre as classes.

Leitura complexa, mas recomendada.

A economia das trocas simbólicas publicado 23/07/2009 por Luiz Eduardo Farias em http://www.webartigos.com
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/21848/1/A-economia-das-trocas-simbolicas/pagina1.html