Categoria ‘Yanomami’ Antropologia

29
Aug

Pronunciamiento de las organizaciones indígenas del estado Amazonas (COIAM) sobre la nueva MASACRE DE INDÍGENAS YANOMAMI

Ocorrido en la Comunidad IROTATHERI e cometida por mineros ilegales brasileños.

En el día de 27 de Agosto de 2012, nosotros, pueblos y comunidades indígenas de la Amazonía venezolana, agrupados en la Coordinación de Organizaciones Indígenas de Amazonas (COIAM), representados por la Organización Regional de Pueblos Indígenas de Amazonas (ORPIA), la Organización Indígena Piaroa Unidos del Sipapo (OIPUS), la Organización Ye´kuana del Alto Ventuari (KUYUNU), la Organización Indígena Jivi Kalievirrinae (OPIJKA), la Organización Yanomami (HORONAMI), la Organización Mujeres Indígenas de Amazonas (OMIDA), la Organización de Comunidades indígenas Huôttuja del Sector Parhuaza (OCIUSPA), la Asociación de Maestros Piaroa (Madoya Huarijja), La Organización Piaroa del Cataniapo “Reyö Aje”, la Organización Indígena de Río Negro (UCIABYRN), la Organización Piaroa de Manapiare, la Organización Ye´kuana del Alto Orinoco (KUYUJANI Originario), el Movimiento Político Pueblo Unido Multiétnico de Amazonas (PUAMA), reunidos en Puerto Ayacucho, queremos realizar el siguiente pronunciamiento sobre la NUEVA MASACRE DE INDÍGENAS YANOMAMI ocurrida en la comunidad IROTATHERI, Municipio Alto Orinoco, cometida por mineros ilegales provenientes de Brasil y cuya información fue suministrada por sobrevivientes y testigos durante el mes de agosto de 2012:

Restante do pronunciamento:

19
Jan

Pisa Ligeiro – Parte 1

O vídeo demonstra que a união faz a força, “Pisa Ligeiro” é um documentário desenvolvido junto ao povo Yanomami de Roraima, ameríndios do Pará e da Amazônia. O indígena Davi Yanomami inícia o vídeo falando da importância da reprodução deste documentário para repassar as informações a outras pessoas que não conhecem como os indígenas vivem, os problemas que enfrentam para proteger e permanecer no seu território, narrou que existem brancos tomando as suas terras, queimando as suas malocas, atirando com armas de fogo. Davi, vê a propagação do documentário como uma forma positiva de divulgar a sua cultura e também como uma denúncia as dificuldades que atravessam.

Acredita que através do vídeo “os seus filhos  irão saber o que passaram os seus parentes e irão dar valor e continuar lutando pelo seu território”, pois para eles a terra é muito importante, “sem ela não terão onde morar, o que caçar, pescar, nem madeira para construir suas casas”.

Outro indígena, Slan Kaxinwa comenta que viviam com a força da terra, da floresta, dos animais, das águas, do  sol, da lua e com muito respeito e sem a destruição de nada, “a gente morria quando o tempo chegava”. Ressalta que “Os efeitos da mistura com a cultura dos brancos, trouxe muita confusão para os indígenas, passaram a usar roupas, pegar doenças, tomar remédios, tiveram que se alfabetizar, causando desta forma uma confusão no modo de viver”.

Piná També indígena do Pará, diz que “Os ameríndios sempre foram organizados desde os seus antepassados, no entanto somente agora que a sociedade está os enchergando, antes da outra maneira como viviam, não”.

Do povo organizado criaram a Assembléia do Conselho Geral da Tribo Ticuna, para melhorar a situação da educação e da saúde dos grupos ameríndios. Em 1989, criaram a COIAB com apenas 16 organizações indígenas da Amazônia, hoje são em torno de 65, para juntos poderem reconhecer a realidade de cada povo e mobilizados, reivindicarem sobre os principais eixos que norteiam todo o movimento indígena, que são as demarcações de terras, invasões de território, educação e saúde. Os povos ameríndios necessitam dos seus territórios preservados, o mesmo repercute na sua sustentabilidade, pois eles dependem diretamente dos recursos naturais para a sua sobrevivência.

Por: Cátia Simone da Silva
Discente Bacharelado em Antropologia Social UFPel

5
Jan

EXCLUSIVO: Pesquisador avalia regeneração florestal em área de ocupação indígena

Um levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Inpa, avaliou o efeito da ocupação dos índios Yanomami sobre os ecossistemas na floresta e alteração nos processos de regeneração na área ocupada.

O aluno de mestrado do programa de pós-graduação em ecologia, Maurice Seiji Tomioka Nilsson, desenvolveu o estudo Mobilidade Yanomami e os efeitos à paisagem florestal de seu território”. A tribo tem a mobilidade como característica, são conhecidos como coletores-caçadores e agricultores. “Não se trata apenas da busca de área fértil para cultivo, mas também para a caça, para a sobrevivência”, explicou  o pesquisador.

Imagens de quatro épocas distintas foram analisadas, com intervalos de sete anos. Os locais com clareiras foram relacionados com a situação demográfica dos grupos. “Segundo a tese de Bruce Albert, os deslocamentos são explicados pela maneira como os Yanomami interpretam a morte e a doença, o que determina as alianças intercomunitárias; a morte de algum indivíduo os leva a mudar”, afirmou Nilsson.

“Cada família abre uma roça por ano e trabalham com elas abertas, sem duração precisa, em ciclos de três a quatro anos. No fim do ciclo de 15 anos, voltam para a primeira clareira, que está regenerada, onde caçam e coletam”, concluiu.

O ambiente apresentou uma autorregeneração considerável, de acordo com a análise com uma resposta adaptativa à diminuição da caça e do plantio em local único.
*Com informações da Agência Fapeam.

Fonte: noticias.ambientebrasil.com.br

27
Sep

O fim do mundo dos brancos na visão de Davi Kopenawa

A partir de relatos do xamã e líder dos índios yanomami Davi Kopenawa, nasce a publicação A Queda do Céu, testemunho da cultura de um povo além de um manifesto xamânico e um grito de alerta vindo do coração da Amazônia.

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Com 800 páginas contendo dois cadernos com 16 fotos cada, o livro A queda do céu, Palavras de um xamã yanomami, será lançado no próximo 30 de setembro, na França, pela coleção Terre Humaine da editora Plon. Foi escrito a partir de relatos de Davi Kopenawa, recolhidos em língua yanomami pelo etnólogo Bruce Albert. Ambos são amigos há mais de 30 anos. O líder Yanomami relata sua história e suas meditações de xamã frente ao contato predador dos brancos com o qual seu povo teve de se defrontar depois dos anos 1960. Ao final, ele alerta em tom profético que quando a Amazônia sucumbir à devastação desenfreada e o último xamã morrer, o céu cairá sobre todos e será o fim do mundo.

O livro, cujos direitos de publicação no Brasil foram adquiridos pela Companhia das Letras que prevê lançamento no início de 2012, é composto de três partes: a primeira, “Tornar-se outro”, retrata a vocação de xamã de Davi desde a infância até sua iniciação na idade adulta. Descreve a riqueza de um saber cosmológico secular adquirido graças ao uso de alucinógenos. A segunda parte, denominada “A fumaça do metal”, relata por meio de sua experiência pessoal, não raro dramática, a história do avanço dos brancos sobre a floresta – missionários, garimpeiros e estradeiros – e sua bagagem de epidemias, violência e destruição. Finalmente, a terceira parte, “A queda do céu”, refere-se à odisseia vivida por Davi ao denunciar a dizimação de seu povo nas viagens que fez à Europa e aos Estados Unidos. Entremeado por visões xamânicas e por meditações etnográficas sobre os brancos, o relato termina em um profético apelo que anuncia a morte dos xamãs e a “queda do céu” sobre aqueles que Davi chama de “o povo da mercadoria”.

“É um dos mais impressionantes testemunhos reflexivos jamais oferecidos por um pensador oriundo de uma tradição cultural indígena”, avalia o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Fruto da colaboração exemplar entre dois intelectuais, um xamã ameríndio e um antropólogo europeu, o livro é uma prova eloquente do brilhantismo da imaginação conceitual indígena, de sua potência analítica e sua nobreza existencial. As reflexões de Davi Kopenawa, magistralmente traduzidas e cuidadosamente comentadas por Bruce Albert, constituem uma autêntica antropologia indígena, uma visão do homem e do mundo que não mostra qualquer condescendência para conosco, o “povo da mercadoria” – e suas razões são propriamente irrespondíveis. Kopenawa nos dá um aviso e faz uma profecia. Quem tiver juizo, que ouça.”

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Quem é Davi Kopenawa

Xamã e porta-voz dos índios Yanomami do Brasil , ele nasceu em 1956. em uma comunidade isolada do norte amazônico. Sua família foi morta por uma violenta epidemia de rubéola quando ele tinha 11anos. Vinte anos mais tarde milhares de garimpeiros em busca de ouro invadiram o território Yanomami e desta vez é todo o povo Yanomami que está ameaçado de extinção. Para impedir a tragédia anunciada, Davi se engajou em uma luta ao redor do mundo onde é reconhecido como uma dos maiores defensores da Amazônia e de seus primeiros habitantes. Em 1988, Davi recebeu o Global 500 Award das Nações Unidas e em 1989 o Right Livelihood Award considerado o prêmio Nobel alternativo. Foi condecorado em 1999 com a Ordem do Rio Branco pelo Presidente da República brasileiro e em 2008 recebeu uma menção honrosa especial do prestigiado Prêmio Bartolomé de Las Casas outorgada pelo governo espanhol por sua luta em defesa dos direitos dos povos autóctones das Américas.

Quem é Bruce Albert

Nasceu no Marrocos em 1952, é doutor em Antropologia pela Universidade de Paris X, diretor de pesquisa do IRD (Paris), e fervoroso defensor da cultura e dos direitos dos Yanomami do Brasil com os quais trabalha e visita regularmente desde 1975. A ONG CCPY, que ele co-fundou em 1978, no Brasil, auxiliou Davi em sua batalha de obter do governo brasileiro o reconhecimento legal do direito de ocupação exclusiva dos Yanomami sobre um território de floresta tropical maior que o de Portugal – a Terra Indígena Yanomami. Além de suas pesquisas etnográficas, Bruce continua a trabalhar em diversos projetos sanitários, educativos e ambientais implantados em território Yanomami.

Saiba mais lendo a entrevista que Bruce Albert fez com Davi Kopenawa em 1990.
ISA, Instituto Socioambiental.

Fonte: www.socioambiental.org

14
May

“A ciência não é um Deus que sabe tudo”, diz líder ianomâmi.

“A ciência não é um deus que sabe tudo”, diz líder ianomâmi da *Redação* O líder ianomâmi Davi Kopenawa disse estar “muito contente” com a notícia de que as mais de 2.000 amostras de sangue de seu povo, que desde 1967 repousam em centros de pesquisa dos Estados Unidos, serão devolvidas à tribo. Conforme a *Folha* adiantou no último domingo, há um acordo sendo finalizado entre cinco universidades e o governo brasileiro para a devolução, que ainda não tem data. Da Alemanha, onde está para assistir a uma ópera que tem seu povo como protagonista, o líder indígena respondeu por e-mail, por intermédio do antropólogo Bruce Albert, a perguntas feitas pela reportagem. (CA) *Folha – Como o sr. recebeu a notícia de que as universidades aceitaram devolver o sangue?* *Davi Kopenawa Yanomami -* Foi uma luta de dez anos. Agora, fiquei muito contente que os brancos acabaram entendendo a importância desse retorno. *Folha – O sangue foi coletado nos anos 1960, mas só nesta última década os ianomâmis começaram a se esforçar para tê-lo de volta. Por quê?* *Kopenawa -* O sangue foi tirado do nosso povo quando eu era menino. Os cientistas não explicaram nada direito. Só deram presentes, panelas, facas, anzóis e falaram que era para coisa de saúde. Depois todo mundo esqueceu. Ninguém pensou que o sangue seria guardado nas geladeiras deles, como se fosse comida! Só em 2000 que eu soube que esse sangue estava ainda guardado e sendo usado para pesquisa. Aí me lembrei da minha infância, e os velhos também se lembraram de que nosso sangue foi tirado. Todo mundo ficou muito triste de saber que esse sangue nosso e de nossos parentes mortos ainda estava guardado. *Folha – Napoleon Chagnon e James Neel agiram errado com vocês?* *Kopenawa -* Eu acho que estavam muito errados, porque eles pensaram que os ianomâmis podem ser tratados como crianças e não têm pensamento próprio. Não dá para fazer pesquisa com povos indígenas sem explicação. Pesquisa que interessa à gente é para melhorar nossa saúde. Não dá para pesquisar e deixar a gente depois morrer de doenças. Um tempo depois que esses cientistas foram embora, em 1967, morreu quase todo o meu povo do Toototobi de sarampo. *Folha – Por que o sangue será jogado no rio quando ele voltar?* *Kopenawa -* Vamos entregar esse sangue do povo ianomâmi ao rio porque o nosso criador, Omama, pescou sua mulher, nossa mãe, no rio no primeiro tempo. Mas não gosto da palavra “jogar”, não vamos jogar o sangue dos nossos antigos; vamos devolver para as águas. *Folha – Os cientistas dizem que, sem poderem estudar o sangue e o DNA de vocês, informações que podem ser preciosas para toda a humanidade se perderão para sempre. Como o sr. reage a essa crítica?* *Kopenawa -* A ciência não é um deus que sabe tudo para todos os povos. Se querem pesquisar o sangue do povo deles, eles podem. Quem decide se pesquisas são boas para nosso povo somos nós, ianomâmis.
Orlando Calheiros

Fonte:http://www1. folha.uol. com.br/folha/ ciencia/ult306u7 33849.shtml

acessado em 12/05/2010 – 09h24