26
Jan

Xingu: O sangue da nossa sobrevivência Parte I

Segue o vídeo sobre a experiência que os filhos da floresta estão passando com a ameaça do capitalismo invadindo as suas terras, o documentário demonstra a luta e a resistência dos povos tradicionais: ameríndios, ribeirinhos, pescadores e a população da cidade de Altamira para defender o seu terrirório, a sua vida e o rio Xingu que nasce no Estado vizinho do Mato Grosso e é uma das maiores bacia amazônica.

Na localidade o governo Federal pretendia executar um grandioso projeto, barrar o Rio Xingu e construir cinco hidrelétricas, dessas cinco devido aos protestos dos indígenas e ambientalistas, o governo baixou uma portaria para a construção de apenas uma, a Usina Belo Monte, ela seria construída no estado do Pará, no norte do Brasil. No entanto, a idéia de construir apenas uma não procede, pois em nenhum rio existe somente uma hidréletrica,  na sequência lógica é necessário outras represando o rio, o que irá ocasionar uma verdadeira catástrofe socio-ambiental. As várias etnias indígenas e outros povos tradicionais que ali vivem seriam seriamente prejudicados, sem esquecermos da fauna e a flora ali existentes, além de que 1/3 da cidade de Altamira ficaria submersa.

A população está mobilizada contra a construção da Usina Belo Monte, Moisés Ribeiro, coordenador nacional da MAB comenta que “a construção tem um único objetivo: atender as grandes empresas capitalistas que cada vez mais estão entrando na Amazônia para retirar os recursos naturais que ainda temos aqui nessa região”.

Podemos observar as consequências caso aconteça as construções das usinas, nos comentários de moradores como no caso do sr. Valdir atingido pela UHE Tucurí, no Rio Tocantis/PA que diz “quando represeou a água do Rio Tucurí é que criaram várias espécies de mosquitos diferentes, e uma dessas espécies de mosquito mordeu o meu filho de tardezinha tomando banho e no outro dia ele amanheceu morto, dessa mesma forma 12 crianças morreram, desse mesmo jeito”. Outro morador, o sr. Francisco Gomes Neto, ribeirinho da Comunidade São Raimundo Nonato, mostra no seu pomar os pés de laranja, tangerina, goiaba, limão e cacau os quais seriam inundados pelas águas represadas.

Até quando as populações brasileiras terão os seus direitos violados, direitos estabelecidos na Constituição Federal, até existirem governantes e empresários preocupados com a sociedade e o meio ambiente, até lá, resta a essas populações unirem-se e através das mobilizações tentarem impor o que é seu direito legítimo, não ficando parados aguardando as decisões coercitivas de alguns homens gananciosos.

O vídeo está disponível no link abaixo
http://www.youtube.com/watch?v=jgEcU5N_VSk&feature=player_embedded

Por Cátia Simone da Silva
Discente em Bacharelado de Antropologia Social

Vídeo enviado por Stella Pieve – Bióloga/Núcleo de Estudos sobre Populações Costeiras Tradicionais/FURG